SUMIÇO DE LENÇOIS - O que já estava ruim, alguns ainda fazem questão de piorar

Lençol de hospital em Santa Maria, no Distrito Federal, aparece estendido em quintal de casa (Foto: TV Globo/Reprodução)

A direção do Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal, registrou queixa na Polícia Civil nesta sexta-feira (5) sobre o suposto desaparecimento de lençóis do hospital. Segundo acompanhantes de pacientes, a própria unidade orientou que as roupas de cama fossem lavadas em casa no início da semana, por causa de um problema na lavanderia interna. A pasta negou o procedimento.


Nesta sexta, a secretaria informou que vai revistar os visitantes na saída, para evitar a saída dos materiais. Imagens obtidas mostram um lençol estendido no quintal de uma casa, próximo a telhas e azulejos (veja acima). No tecido, estão impressos o nome do hospital de Santa Maria e a sigla da Secretaria de Saúde.

Em entrevista no mesmo dia, a diretora médica do hospital, Milen Mercaldo, disse que o setor interno de limpeza está funcionando e que o procedimento "não é de rotina". Milen afirmou que as roupas de cama levadas por acompanhantes nunca entram em áreas de terapia intensiva, onde o risco de contaminação é maior.

"Não falta lençol, a gente tem uma lavanderia que abastece o hospital todo. Pode ser em alguma área, que precisou em algum momento, mas não é rotina do hospital", disse.

Avental improvisado
Imagens feitas dentro do hospital de Santa Maria e divulgadas na terça (2) mostram um funcionário usando sacos de lixo verdes, presos com fita adesiva, como um avental improvisado. A Secretaria de Saúde reconheceu a falta dos itens apropriados na unidade, mas a diretora do hospital negou o uso nesta quarta-feira.

"O hospital de Santa Maria tem capote [nome técnico do avental] descartável, tem capote de tecido que pode ser usado e esterilizado na própria unidade. Todos os hospitais têm, e a rede está fornecendo. Isso que está aparecendo não é recomendação do hospital", afirmou Milen.

Na quarta, a secretaria disse que recebeu 350 mil capotes descartáveis e repassou 15 mil ao hospital de Santa Maria. O volume é suficiente para três semanas. Os itens são descartados após cada procedimento. Segundo a pasta, há estoque suficiente para repor com antecedência, caso necessário.

Os capotes são usados apenas no manuseio de pacientes com quadro de alto risco – por exemplo, os 16 que estão isolados na unidade com a superbactéria Acinetobacter baumanii. Por isso, a pasta admite que o funcionário flagrado vestindo sacos de lixo pode ter manipulado algum destes pacientes. Até a tarde desta quarta, o servidor presente nas imagens não tinha sido identificado pela secretaria.


Fonte G1/DF

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