Iraque lança ofensiva contra último reduto do Estado Islâmico no país

'Não há escapatória, senão a morte ou rendição', afirma o premiê iraquiano, Haider al-Abadi, aos terroristas.

Por Agencia EFE

O primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi (Foto: Alex Brandon / POOL / AFP Photo )
O primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, anunciou nesta quinta-feira (26) em mensagem televisionada o início da ofensiva contra o último reduto do grupo terrorista Estado Islâmico no país, a região de Al Qaim e cidades à margem do Rio Eufrates.

"Não há escapatória senão a morte ou rendição", afirmou al-Abadi, que faz uma visita oficial a Teerã, capital do Irã.

O chefe do governo iraquiano prometeu que as áreas sob domínio dos jihadistas "voltarão todas ao território da pátria com determinação e perseverança" e garantiu que a vitória está "perto".

Atualmente, o Estado Islâmico só controla uma área povoada na margem do Rio Eufrates, no noroeste do país, e tem presença na fronteira com a Síria, uma região desértica.

As forças iraquianas são apoiadas por ataques aéreos da coalização internacional liderada pelos Estados Unidos, enquanto as sírias são apoiadas por ataques da força aérea russa.

As populações mais importantes da região da ofensiva no Iraque são Al-Qaim e Raua, ambas na província de Al-Anbar.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) diz que 65 mil pessoas já fugiram de Al-Anbar só neste ano.

Perdendo terreno

Este é o "último grande combate contra o Estado Islâmico", afirmaram recentemente comandantes americanos da coalizão internacional que apoia as forças iraquianas contra os extremistas.

A batalha pretende asfixiar os jihadistas em seu último reduto, no vale do Eufrates, que vai da província de Deir Ez-Zor, no leste da Síria, até Al-Qaim, no oeste do Iraque.

A ONG Norwegian Refugee Council (Conselho Norueguês de Refugiados), mais de 10 mil civis fugiram da região de Al-Qaim e chegaram aos campos de deslocados da região de Ramadi só em outubro.

Na vizinha Síria, os terroristas ainda ocupam parte da província de Deir ez-Zor, mas também têm perdido terreno. Ao menos 69 pessoas morreram em combates nos últimos dias.

Em julho, as tropas iraquianas tomaram o controle de Mossul, a cidade mais importante sob comando do Estado Islâmico no Iraque.

Ela estava desde 2014 sob controle dos terroristas, que nos meses seguintes perderam outras áreas do norte do país, como a região de Tel Afar e Al-Hauiya.

O Estado Islâmico já perdeu mais de 90% das áreas que chegou a dominar.


Fonte - Agência EFE

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