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Câmara já tem 132 assinaturas para criar CPI da Petrobras; faltam 39

Governistas pretendem conseguir o número mínimo de assinaturas ainda nesta semana para forçar a instalação

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Governistas esperam conseguir, até quinta-feira (23/6), as 39 assinaturas restantes para tirar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras do papel. Até o momento, segundo o autor do requerimento, deputado Altineu Cortês (PL-RJ), 132 deputados assinaram o pedido de instalação do colegiado. São necessários, pelo menos, 171 signatários para que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), proceda à criação da comissão.

Cortês é líder da bancada do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, na Câmara. O deputado defende a criação do colegiado para investigar supostas irregularidades no processo de definição dos preços de combustíveis no mercado interno.

No pedido, Cortês sustenta que “o país assiste estupefato à escalada sem precedentes dos preços dos combustíveis e produtos relacionados, o que tem impacto direto sobre a inflação e, naturalmente, gera prejuízos à população”.

“Os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito serão muito úteis para esclarecer suspeitas em torno do tema, identificar eventuais práticas irregulares, seus autores e até, se for o caso, trazer luz ao debate sobre a própria política de preços praticada pela empresa que, caso venha a ser alterada, que o seja a partir de informações claras, tecnicamente fundamentadas e em benefício do povo brasileiro”, prossegue o líder do PL.

Caso seja instalada, a comissão parlamentar será composta por 25 membros titulares e igual número de suplentes. A comissão terá duração inicial de 120 dias, prorrogáveis por igual período. De acordo com o pedido, o objetivo é investigar supostas irregularidades no processo de definição dos preços de combustíveis no mercado interno.
Sinal verde de Lira

Lira defendeu, na segunda-feira (20/6), que não irá se opor à criação da comissão parlamentar, mesmo em ano eleitoral. O deputado defendeu, porém, que o requerimento deverá cumprir todos os requisitos regimentais para ter validade.

“Os partidos estão, cada um, com seu convencimento para dar respaldo ou não a esse pedido. CPI é algo lícito, normal. Com relação a isso, temos o regimento a cumprir”, disse, indicando que, observados o mínimo de assinaturas (171 deputados) e demais requisitos, a CPI da Petrobras “terá a devida instalação”.

Borges é diretor-executivo de Exploração e Produção e faz parte do Conselho de Administração da estatal desde abril de 2016. Ele ficará no cargo até a eleição e posse do novo presidente da empresaAlaor Filho/Agência Petrobras

O pedido de demissão de José Mauro Coelho, após pressão do presidente Bolsonaro, abre caminho para Caio Mario Paes de Andrade assumir a presidência da Petrobras.

Caio é secretário de desburocratização do Ministério da Economia e tem a bênção do Palácio do Planalto para chegar ao comando da estatal petrolífera. Para assumir o cargo efetivamente, Paes de Andrade precisa passar por assembleia do conselho da empresa.

Formado em comunicação social pela Universidade Paulista (Unip), o indicado à Petrobras é pós-graduado em administração e gestão pela Harvard University e mestre em administração de empresas pela Duke University.

Também é fundador e conselheiro do Instituto Fazer Acontecer, que promove atividades esportivas e de formação para jovens que residem em zonas com baixo IDH.

Em 2019, Paes de Andrade assumiu funções na área pública, com o objetivo de participar do projeto de Transformação Digital do Brasil. Assim, tornou-se presidente do Serpro, onde ficou até agosto de 2020.

Na data, o comunicador passou para a função de secretário de Desburocratização, muito próximo de Guedes e responsável pela plataforma Gov.br.

No fim de 2021, recebeu a condecoração de Grão-Mestre da Ordem de Rio Branco, no grau de grande oficial, das mãos do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Com a saída de José Mauro Coelho, a Petrobras indicou Fernando Borges como presidente interino da estatal.

Borges é diretor-executivo de Exploração e Produção e faz parte do Conselho de Administração da estatal desde abril de 2016. Ele ficará no cargo até a eleição e posse do novo presidente da empresa.

O pedido de demissão de José Mauro Coelho, após pressão do presidente Bolsonaro, abre caminho para Caio Mario Paes de Andrade assumir a presidência da Petrobras.

Patrocinada pelo governo federal, a CPI da Petrobras é uma medida de retaliação à estatal em função de mais um aumento no preço dos combustíveis anunciado na última semana. A sugestão, inclusive, partiu do próprio presidente Jair Bolsonaro (PL), logo após a petroleira ter emitido o comunicado às distribuidoras.

Inicialmente, a revolta em torno da nova escalada no valor da gasolina, do diesel e do gás de cozinha chegou a unir governo e oposição em prol da instalação da CPI. No entanto, parlamentares contrários à gestão federal reavaliaram seu posicionamento. É o caso do PT, que passou a classificar a criação da comissão parlamentar como uma “cortina de fumaça” para o real problema em torno da precificação dos produtos.

Fonte - Metrópoles

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