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ELEIÇÕES 2022 - Simone Tebet é oficializada como candidata do MDB à Presidência

Nome da senadora foi aprovado em convenção partidária da sigla. Agora, a legenda concentra esforços para definir vice

Igo Estrela/Metrópoles

O MDB confirmou, nesta quarta-feira (27/7), que Simone Tebet (MS) será o nome do partido na disputa pela Presidência da República. Longe de ser unanimidade internamente, o nome da senadora foi aprovado em convenção partidária da sigla.

Na abertura do evento, Baleia Rossi, presidente nacional da legenda, classificou a escolha como “histórica”: “Nós vamos mostrar que, efetivamente, lugar de mulher é onde ela quiser”, disse.

Os presidentes do PSDB e do Cidadania — que formam a coligação junto ao MDB —, Bruno Araújo e Roberto Freire, também estiveram presentes. A federação PSDB-Cidadania aprovou o apoio à candidata em convenção ainda nesta quarta.

Simone Tebet elogiou a aliança entre os partidos durante um curto pronunciamento.

“Estamos prontos para fazer o maior número de deputados e deputadas, federais, estaduais, senadores, eleger nossos governadores e, sim, estamos preparados, porque é isso que o Brasil exige para termos não só uma candidata à Presidência da República, mas podermos estar junto do PSDB, do Cidadania, e de outros partidos que nos acompanham, para chegarmos ao segundo turno e ganhar a eleição”, disse.

Na fala, a candidata ao Planalto também defendeu a democracia e falou sobre o “amor para reconstruir o Brasil”.

“Infelizmente, o Brasil vive um dos momentos mais sensíveis. Nossos alicerces democráticos estão abalados. Estão abalados pela fome, pela miséria, pela desigualdade social, o desemprego, mas estão abalados, principalmente, por essa polarização ideológica. Esse discurso de ódio de ‘nós contra eles’ que está nos levando ao abismo”, declarou a candidata.

Ódio

No discurso, ela afirmou que só o centro tem a legitimidade e a capacidade de unificar o Brasil. “O nosso amor incondicional vai derrotar o ódio e unificar o Brasil. Com amor e com coragem podemos reconstruir o Brasil.”

Em meio ao clima de desacordo, as lideranças do partido defenderam, durante a convenção, a união na legenda e advogaram pelo fortalecimento do nome de Tebet para chegar ao segundo turno.

A votação terminou com votos a 262 favor e 9 contra.

Agora, a legenda concentra esforços pela definição em torno de um candidato a vice na chapa. Ao que tudo indica, o vice-presidenciável virá do PSDB. Um dos nomes ventilados para a chapa é o do tucano Tasso Jereissati (CE), que nessa terça (26/7) voltou a colocar em dúvida sua candidatura.

“Fui um dos primeiros a manifestar meu entusiasmo pela candidatura da Simone. Acho uma candidatura preparadíssima, e ela é capaz de unir o Brasil. No entanto, a definição da vice depende de uma série de conversas e entendimentos internos de sentido político e eleitoral, em que o propósito final será encontrar aquilo que seja o melhor para a candidatura. Qualquer que seja a decisão, estarei do lado dela”, disse, em nota.

Tebet é a presidenciável que se vende como potencial candidata de uma “terceira via” alternativa aos nomes de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) – ambos lideram as pesquisas de intenção de votos e buscam voltar ao comando do país no próximo ano. O terceiro colocado nas pesquisas é Ciro Gomes (PDT), que rejeita a alcunha.

Convenção ameaçada

A convenção partidária chegou a ter sua realização ameaçada em razão do resultado do racha interno provocado pela falta de consenso em torno da candidatura de Simone Tebet. Isso porque um filiado da legenda recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na tentativa de barrar a reunião, alegando que, por ser realizada virtualmente, não seria possível assegurar o sigilo do voto.

Apesar do apelo, o presidente do TSE, Edson Fachin, indeferiu o pedido de autoria do emedebista alagoano Hugo Wanderley Caju, filiado ao partido desde junho de 2007. Na decisão, o ministro considerou a ausência de provas concretas sobre o risco de haver exposição.

“Como demonstrado, há regra expressa no edital de convocação asseverando que será garantido o sigilo do voto; a parte requerente não fez, a essa altura, demonstração suficiente em sentido contrário. Não há prova minimamente robusta de que a garantia prevista no edital não será cumprida”, diz a determinação do magistrado.

Entenda o que é uma convenção partidária e por que ela é necessária: 

De 26 de agosto a 29 de setembro, será veiculada, em canais de TV aberta e estações de rádio, a propaganda eleitoral gratuita para o primeiro turno, em dois horários por dia. O primeiro turno ocorre em 2 de outubro, e o segundo, se e onde houver, no dia 30 de outubro.

Convenções partidárias são uma espécie de reunião onde filiados de um determinado partido político se juntam para a escolha de candidatos a cada cargo eletivo e formação de coligações. De acordo com a Lei da Reforma Política, número 13.165/2015, “as convenções devem ocorrer no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano eleitoral”.

Isso porque como cada partido tem inúmeros filiados, é necessário escolher entre eles os que serão candidatos a cargos eletivos. Só após esses encontros é que as siglas poderão registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral e garantir que seus filiados estejam vinculados a números nas urnas eletrônicas.

Pelas regras eleitorais, só poderão participar das eleições partidos que tenham registrado seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até seis meses antes da data do pleito. Ademais, é necessário que haja um órgão de direção até a data da convenção, devidamente anotado no tribunal eleitoral competente.

Outra etapa dessas convenções é o sorteio do número com o qual cada candidato irá concorrer. A medida vale para quem se candidata pela primeira vez ou não concorreu nos últimos pleitos. Quem já disputou uma vaga, ainda que não tenha sido eleito, tem o direito de repetir o número em 2022, desde que esteja no mesmo partido.

Segundo o artigo 87 do Código Eleitoral, “só podem concorrer às eleições os candidatos que estiverem filiados a um partido político”.

A próxima data importante do calendário eleitoral é o dia 15 de agosto, período máximo para partidos e coligações solicitarem à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos.

Em 16 de agosto começa, oficialmente, a propaganda nos meios de comunicação. Só então será permitido aos candidatos pedirem voto diretamente e promoverem atos de campanha, como comícios.

Fachin ressaltou que o sistema de votação incorpora mecanismos de segurança, como a confirmação por mensagem SMS e o registro de uma foto do parlamentar no momento do voto, a fim de evitar a manipulação do resultado por terceiros. Portanto, na visão do magistrado, deferir o pedido “não seria adequado e razoável no momento”.

O autor do pedido é alinhado ao emedebista Renan Calheiros, que é contrário à candidatura de Tebet e trabalha nos bastidores para demover o apoio da presidenciável.

Durante a convenção, o ex-deputado e ex-ministro Carlos Marun (MDB) fez duras críticas à ala do partido que desaprova o nome de Tebet. “Se não seguirem conosco, não são bons companheiros”, criticou. “Podem até ser filiados do partido, mas bons mdbistas não são. Ainda tem tempo, venham conosco”, prosseguiu Marun.

Trajetória

Simone iniciou sua trajetória política em 2002, como deputada estadual pelo MDB. Depois, por duas vezes, foi eleita prefeita da sua cidade natal, Três Lagoas (MS).

Foi vice-governadora do estado e iniciou o mandato no Senado Federal em 2015. Ganhou projeção nacional pela atuação na CPI da Covid-19, que resultou na sugestão de indiciamento de Bolsonaro, além de ministros e outros membros da cúpula governista.

Fonte - Metrópoles

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