Partido aposta em Fábio Trad ao governo e aguarda Soraya se filiar ao PSB para formar chapa ao Senado com o petista Vander Loubet
Por Redação MS em Brasília
A passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por Campo Grande, no último domingo, teve caráter institucional e político. Nos bastidores, serviu para carimbar articulações e dar sobrevida a pré-candidaturas ligadas ao PT e a partidos aliados em Mato Grosso do Sul.
Para o governo do Estado, surge o nome do ex-deputado federal Fábio Trad, que já passou por siglas como PTB, MDB e PSD. Integrante de uma família com políticos que pulam de galho em galho, Trad perdeu a reeleição em 2022 após rompimento com o eleitorado de direita.
Para o Senado, a senadora Soraya Thronicke deve migrar do Podemos para o PSB e compor com o deputado federal Vander Loubet a chapa na disputa pelas duas vagas. A dupla até aqui aparece nas últimas posições entre os pré-candidatos mais competitivos.
Fabio Trad é integrante de uma família com políticos que pulam de galho em galho
A escolha desses nomes expõe mais a fragilidade do campo da esquerda no Estado do que propriamente uma estratégia eleitoral consistente. Sem quadros próprios com densidade eleitoral, o PT recorre a figuras desgastadas, rejeitadas nas urnas e com dificuldade de conexão com o eleitor.
Após perder a reeleição em 2022, Trad passou a mirar a direita bolsonarista e, em diversos momentos, o próprio eleitorado. Acumula duas derrotas consecutivas ao tentar se reeleger para a Câmara.
Soraya, por sua vez, carrega um desgaste ainda mais evidente. Eleita em 2018 como “senadora do Bolsonaro”, rompeu com o então presidente Jair Bolsonaro ainda no início do mandato e não conseguiu recompor a base que a levou ao Senado.
A escolha desses nomes expõe mais a fragilidade do campo da esquerda no Estado
O que se desenha é um arranjo de conveniência: de um lado, um partido sem musculatura local para disputar cargos majoritários; de outro, políticos em busca de um novo abrigo eleitoral após perderem espaço na direita.
Para o eleitor sul-mato-grossense, a equação é direta: pouca renovação, nomes conhecidos e a tentativa de reciclar candidaturas que já foram testadas e rejeitadas nas urnas.

