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EXCLUSIVO - “Sicário” está vivo: reviravolta em caso do Banco Master abala bastidores políticos e investigações

Após ser dado como morto, personagem-chave da investigação reaparece vivo em estado gravíssimo e pode provocar uma nova onda de revelações



Por Celso Alonso

Uma informação que começou a circular como definitiva acabou se transformando em uma das maiores reviravoltas recentes envolvendo o escândalo investigado pela Polícia Federal no caso ligado ao Banco Master. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, que chegou a ser tratado por parte da mídia como morto após a divulgação de um suposto quadro de morte cerebral, continua vivo, embora em estado gravíssimo, em um hospital de Belo Horizonte.

A confirmação veio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, que informou que Mourão permanece internado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital João XXIII. Segundo os médicos, o quadro é crítico, mas ainda não houve abertura de protocolo oficial para confirmação de morte encefálica.

Na noite anterior, chegou a circular a informação de que o investigado teria sofrido morte cerebral após uma tentativa de suicídio dentro da sede da Polícia Federal em Belo Horizonte, onde estava preso e aguardava audiência de custódia.

A notícia foi rapidamente replicada por veículos e gerou forte repercussão, já que Mourão é apontado pelos investigadores como um dos personagens centrais da estrutura investigada na Operação Compliance Zero.

No entanto, horas depois, veio a correção: ele continua vivo, ainda que em estado extremamente delicado.

A confirmação de que “Sicário” não morreu provocou um verdadeiro terremoto nos bastidores políticos e investigativos. Isso porque Mourão é citado em relatórios policiais como uma peça estratégica dentro da engrenagem do esquema investigado.

De acordo com os documentos da investigação, ele atuaria como executor de tarefas sensíveis para o grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo monitoramento de alvos, acesso irregular a sistemas sigilosos e ações de pressão contra adversários.

Investigadores afirmam que ele funcionaria como uma espécie de braço operacional da organização, responsável por executar ordens e manter o funcionamento de atividades consideradas ilícitas.

A permanência de Mourão entre a vida e a morte reacendeu uma preocupação entre envolvidos no caso. Caso sobreviva e esteja em condições de falar, ele poderá prestar depoimentos considerados potencialmente explosivos.

Nos bastidores da investigação, a avaliação é de que seu testemunho poderia detalhar a estrutura do suposto esquema financeiro e esclarecer a participação de diferentes personagens envolvidos na trama.

Por isso, a sobrevivência do investigado passou a ser vista como um fator que pode alterar o rumo das investigações e gerar novos desdobramentos políticos e judiciais.

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da suposta tentativa de suicídio ocorrida dentro da superintendência da corporação em Belo Horizonte. Segundo o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, todo o atendimento e as ações no local foram registrados por câmeras de segurança.

As gravações devem ser encaminhadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

Enquanto isso, o estado clínico de “Sicário” segue sendo acompanhado de perto. Entre investigadores e analistas do caso, uma avaliação começa a ganhar força: se sobreviver, ele poderá se tornar a peça que faltava para revelar detalhes ainda desconhecidos de um dos escândalos financeiros mais delicados em investigação no país.

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