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ELEIÇÕES 2026 - Lêda Borges rompe com Marconi Perillo, deixa PSDB e se reposiciona no grupo de Caiado

Deputada mira protagonismo no Entorno do DF e articula espaço em possível chapa majoritária ao lado de Daniel Vilela em Goiás

Aliança de Lêda Borges com Caiado e Daniel Vilela ratifica o seu peso político no estado de Goiás / Fotomontagem do Jornal Opinião do Entorno

Por Celso Alonso

A deputada federal Lêda Borges decidiu encerrar sua longa trajetória ao lado do ex-governador Marconi Perillo e oficializou sua saída do Partido Social Democracia Brasileira - PSDB. O anúncio foi feito na última segunda-feira (9), quando também confirmou filiação ao Republicanos, legenda alinhada ao grupo político liderado pelo governador Ronaldo Caiado e pelo vice-governador e pré candidato ao governo do estado, Daniel Vilela.

Reconhecida como uma das principais lideranças políticas do Entorno do Distrito Federal, Lêda construiu sua carreira sob a influência direta de Perillo, de quem foi aliada próxima por anos. Durante as gestões do tucano no comando do Palácio das Esmeraldas, ocupou cargos estratégicos, como a presidência da Agência de Desenvolvimento Regional e a Secretaria de Desenvolvimento Social.

A decisão de deixar o PSDB foi acompanhada da divulgação de uma carta pública, na qual a parlamentar fez um balanço de sua trajetória na sigla. No texto, ela ressaltou o aprendizado e as relações construídas ao longo do período em que integrou o partido. “Sou grata ao PSDB pelas oportunidades e pela convivência com tantas pessoas que ajudaram a consolidar a história da legenda”, afirmou.

Nos bastidores, a mudança de partido é vista como um reposicionamento político com foco nas eleições estaduais. Interlocutores próximos à deputada indicam que ela tem intensificado agendas em municípios do Entorno do DF, região considerada decisiva no cenário eleitoral goiano, com mais de 1,2 milhão de eleitores.

A movimentação alimenta especulações sobre uma possível indicação de Lêda Borges para compor, como candidata a vice-governadora, uma chapa encabeçada por Daniel Vilela. No entanto, o caminho não é simples. Outros nomes de peso na região também disputam espaço, como o prefeito de Águas Lindas, Lucas Antonietti, e o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto.

Fontes ligadas ao governo estadual apontam que tanto Caiado quanto Vilela reconhecem o peso político do Entorno do DF nas eleições. Apesar disso, a ausência de uma liderança capaz de unificar os interesses da região ainda é vista como um obstáculo para a definição de um nome que represente o grupo na chapa majoritária.

Nesse cenário, a chegada de Lêda Borges ao Republicanos adiciona um novo elemento à disputa interna, ampliando as articulações e reforçando a importância estratégica da região para o futuro político de Goiás.

Perillo cada vez mais solitário

Marconi Perillo. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O avanço de lideranças políticas rumo à base governista em Goiás tem acendido um alerta no entorno do ex-governador Marconi Perillo. A saída de antigos aliados, especialmente nomes historicamente ligados ao tucanato, tem sido vista como um sinal de enfraquecimento do seu grupo político às vésperas das próximas eleições, frustrando de vez a sua pretensão de voltar a comandar o Palácio das Esmeraldas.

No meio político, a migração de quadros para o campo liderado pelo governador Ronaldo Caiado e pelo vice-governador Daniel Vilela é vista como estratégica e crescente. O movimento, protagonizado pela deputada federal Lêda Borges, chamou atenção por envolver uma aliada de longa data de Perillo, reforçando a percepção de debandada dentro do grupo oposicionista.

Lideranças que antes orbitavam o núcleo político do ex-governador têm optado por se aproximar do governo estadual, de olho em maior viabilidade eleitoral e espaço nas articulações para 2026. A base de Caiado, por sua vez, tem se fortalecido com essas adesões, ampliando capilaridade principalmente em regiões estratégicas, como o Entorno do Distrito Federal.

A saída de figuras históricas é um indicativo de desgaste da influência de Perillo no cenário estadual e que a permanencia ao seu lado poderá comprometer o futuro político de vários candidatos a reeleição, bem como calouros que desejam grifar seus nomes no cenário político, entendendo que Marconi não é mais um nome forte a seguir. Por outro lado, após anos à frente do Palácio das Esmeraldas, o ex-governador enfrenta agora o desafio de reorganizar sua base e manter relevância diante de um grupo governista cada vez mais consolidado.

Aliados próximos admitem, reservadamente, que há preocupação com o efeito dominó que novas deserções podem provocar. A avaliação interna é de que, sem uma reação rápida e articulações mais firmes, o PSDB pode perder ainda mais espaço político em Goiás.

Enquanto isso, o grupo de Caiado e Daniel Vilela avança na construção de uma frente ampla, atraindo lideranças regionais e consolidando apoios importantes. O movimento fortalece o projeto de continuidade administrativa e aumenta a competitividade do grupo governista para a próxima disputa estadual.

Diante desse cenário, Marconi Perillo se vê pressionado a rearticular sua base política e conter a evasão de aliados, sob o risco de chegar ao próximo pleito em posição fragilizada frente a adversários que ganham musculatura a cada nova adesão.

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