
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), respondeu nesta quarta-feira (11) às declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que havia sugerido que o chefe do Executivo paulista estaria sendo “blindado” de críticas. Os dois são apontados como possíveis adversários nas eleições estaduais deste ano.
Durante entrevista, Tarcísio afirmou que nenhum gestor público está livre de críticas e que avaliações positivas ou negativas fazem parte do trabalho político. Ao comentar a fala do ministro, o governador também mencionou a política tributária do governo federal.
Segundo ele, aumentos recorrentes de impostos têm sido adotados pela equipe econômica. “Ninguém está protegido de críticas. Há ações que funcionam bem e outras que não. Mas o que posso fazer se os impostos sobem constantemente? Isso não depende de mim”, declarou.
Disputa eleitoral
Ao abordar a possibilidade de enfrentar Haddad em uma disputa pelo governo estadual, Tarcísio afirmou que não escolhe adversários e que sua estratégia política está centrada em dialogar diretamente com o eleitorado.
O governador disse ainda que prefere apresentar resultados de gestão e discutir propostas com a população, em vez de direcionar sua atuação para confrontos diretos com possíveis concorrentes.
Corrida ao Senado
Tarcísio também comentou a disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo nas próximas eleições. De acordo com pesquisa Datafolha divulgada recentemente, nomes ligados ao campo progressista, como Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB), aparecem com mais de 25% das intenções de voto.
Para o governador, o desempenho inicial pode estar relacionado ao nível de conhecimento do eleitor sobre os candidatos. “Normalmente o eleitor demora um pouco mais para se envolver com a eleição para o Senado. Neste primeiro momento, tende a aparecer melhor quem tem maior recall”, afirmou.
Nos bastidores, a base aliada do governo paulista trabalha para lançar um nome considerado competitivo para a disputa. A expectativa é que a primeira vaga seja ocupada pelo deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP-SP).
Outros nomes citados como possíveis candidatos são o vice-prefeito da capital Coronel Mello Araújo (PL), o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) e os deputados federais Mário Frias (PL-SP) e Rosana Valle (PL-SP).
Evento no Metrô
As declarações foram dadas durante a inauguração do novo Centro de Controle Operacional do Metrô (CCOx), responsável por coordenar o funcionamento de quatro linhas do sistema metroviário da capital paulista. O evento também contou com a presença do vice-governador Felício Ramuth (PSD) e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
Mudança no Ministério da Fazenda
No cenário federal, Haddad decidiu antecipar sua saída do comando do Ministério da Fazenda para a próxima semana. Conforme acordado, o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, assumirá o cargo interinamente.
Em entrevista concedida na semana passada ao jornalista José Luiz Datena, Haddad afirmou que problemas da administração paulista não ganhariam visibilidade porque, segundo ele, haveria uma suposta “blindagem” em relação ao governador. Ele citou reclamações de setores como professores e policiais, mas disse que não sabe até que ponto esses temas poderiam ser explorados na campanha eleitoral……saiba mais aqui
