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Derrubada de casas em Santa Maria Sul provoca desespero; DF Legal nega remoção de imóveis habitados

Ação na AC 404 mostra controvércia entre moradores e DF Legal, com denúncias de descumprimento de decisão judicial e versão oficial que nega remoção de casas habitadas

Foto: Reprodução Instagram

Por Celso Alonso

Moradores da região conhecida como AC 404, em Santa Maria Sul, no Distrito Federal, enfrentam dias de angústia após a derrubada de residências que, segundo relatos, ocorreu de forma inesperada e cercada de controvérsias judiciais. A ação, realizada por equipes do DF Legal, deixou famílias desalojadas e intensificou o clima de insegurança na comunidade.

De acordo com moradores, muitas pessoas foram surpreendidas pela operação e não tiveram tempo suficiente para retirar seus pertences. Vídeos e testemunhos apontam cenas de desespero, com famílias tentando salvar objetos pessoais em meio à demolição das estruturas.

Um dos pontos mais questionados pelos moradores é a existência de uma decisão judicial que, segundo eles, teria suspendido qualquer intervenção no local. A ordem teria sido emitida pelo juiz Carlos Frederico Maroja de Medeiros, determinando a paralisação das derrubadas até a análise completa da situação fundiária da área.

Veja:

Imagens Santa ZapZap

Apesar disso, relatos indicam que a operação foi realizada mesmo após a suposta liminar. “Recebemos a decisão na terça-feira, garantindo que nada seria demolido até a Justiça decidir. Mas hoje chegaram derrubando tudo, retirando moradores à força”, afirmou um dos residentes.

Segundo relatos de alguns ocupantes, equipes da DF Legal "teriam entrado nas casas, retirando moradores, incluindo crianças e pessoas com necessidades especiais, em meio à ação de demolição". Os relatos apontam para uma atuação considerada "truculenta", o que ampliou o clima de revolta entre as famílias atingidas.

Durante a operação desta quinta-feira, uma moradora chegou a passar mal diante da situação, aumentando ainda mais a tensão entre os presentes. Vizinhos relataram momentos de pânico enquanto acompanhavam a movimentação das equipes no local.

Veja:
Imagens: Portal Ponte Alta News

De acordo com os moradores, muitas famílias vivem na área há mais de 30 anos e afirmam que "o processo de regularização fundiária já está em andamento na Justiça". Eles sustentam ainda que a decisão liminar, "não teve qualquer alteração", o que impediria a realização de derrubadas na região.

Mesmo com a suposta determinação judicial, a DF Legal teria dado continuidade às ações, o que provocou revolta e desespero entre os residentes. Há também a expectativa, entre os moradores, de que novas demolições possam ocorrer nos próximos dias.

Moradores também afirmam que muitos adquiriram os lotes de terceiros, acreditando na regularidade da ocupação, e foram surpreendidos com a intervenção sem, segundo eles, qualquer tipo de orientação prévia ou alternativa habitacional apresentada pelo poder público.

Outro relato que comoveu quem acompanhava a situação foi o de uma moradora que teria perdido a filha recentemente, em meio ao sofrimento relacionado à luta pela moradia no local. De acordo com vizinhos, o sonho da jovem era ver a casa da família construída na área, o que tornou a situação ainda mais dolorosa para os envolvidos.

Veja:

Imagens Santa ZapZap

A situação reacende o debate sobre a regularização fundiária e a segurança jurídica de famílias que vivem há décadas em áreas ainda não regularizadas no Distrito Federal.

A ausência de informações claras e de suporte imediato às famílias atingidas é outro fator que agrava o cenário. Sem alternativas apresentadas pelas autoridades, muitos moradores agora não sabem para onde ir e seguem tentando recuperar o que restou após a operação.

Versão do DF Legal

Em nota, a Secretaria DF Legal informou que realizou, nesta quinta-feira (2), uma operação na área conhecida como AC 404, em Santa Maria Sul, com o objetivo de coibir o parcelamento irregular do solo.

Segundo a pasta, ações de fiscalização já vinham sendo realizadas no local. No último sábado (28), equipes estiveram na região e identificaram ocupações irregulares. Ainda de acordo com o órgão, houve reincidência, com ocupantes retornando à área já na segunda-feira para tentar erguer novas construções.

Diante disso, a secretaria afirma que organizou a operação desta quinta-feira para conter o avanço das ocupações. A DF Legal destacou que a ação teve caráter preventivo e buscou evitar a consolidação de novas edificações irregulares.

Por fim, o órgão ressaltou que apenas construções inabitadas foram removidas, negando que tenha havido retirada de moradores ou demolição de residências ocupadas.

Foto: Reprodução

O opisódio ganhou repercurssão nas redes sociais, dividindo opiniões. Há quem condenasse a ação do órgão governamental pela operação, fazendo alusão a desigualdade social e a falta de moradia. "É muito fácil apontar o dedo e dizer que era só não construir em área privada, como se a realidade das pessoas em situação de vulnerabilidade fosse uma simples questão de escolha. Quem faz esse tipo de comentário ignora, ou prefere ignorar, a desigualdade social que empurra milhares de famílias para a ocupação irregular como única alternativa de moradia", disse uma internauta.

Foto: Reprodução


Por outro lado, houve internautas que apoiaram a ação enfocando que, ocupações irregulares semelhantes acabam por comprometer a infraestrutura das cidades e tranzem vários problemas.   "Essas invasões acabam com as cidades, que vêem sua infraestrutura sobrecarregada, por isso existe os alagamentos, criminalidade fora de controle, transporte público sobrecarregado, problemas sanitários e muitos outros problemas", comentou outro internauta

Foto: Reprodução

Vários moradores vizinhos do local objeto da operação se solidarizaram com os "desabrigados" e prestaram auxilio aos moradores que acabaram de perder suas residencias, com abrigo até que a situação seja de fato resolvida.

Até o fechamento desta matéria, não houve respostas de órgãos governamentais sobre demais procedimentos em relação a desocupação da área, além de auxilio aos desabrigados. Continuamos aguardando pronunciamento do GDF.

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