Quatro mulheres despontam como principais nomes na corrida, enquanto bastidores políticos indicam possíveis alianças e surpresas
Por Celso Alonso
A corrida por uma vaga no Senado Federal pelo Distrito Federal começa a ganhar contornos mais definidos, com destaque para a forte presença feminina entre os nomes mais competitivos. Nos bastidores da política local, a avaliação é de que, apesar do favoritismo de alguns nomes, o cenário segue aberto e sujeito a reviravoltas.
Segundo fontes políticas de Brasília, a disputa não pode ignorar o peso do eleitorado de esquerda, que historicamente mantém uma base significativa na capital do país. A leitura é que, mesmo sem dominar a corrida ao governo, esse grupo tem condições reais de garantir uma cadeira no Senado.
Entre os nomes mais cotados, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece como favoritissima. Ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ela reúne apoio expressivo do eleitorado conservador e deve ser peça central nas articulações do Partido Liberal (PL) para 2026.
Ainda no campo da direita, a deputada federal Bia Kicis surge como um nome competitivo, impulsionada pela identificação com o bolsonarismo e pela atuação no Congresso Nacional. Especula-se que o nome da deputada, apesar de ventilado a vaga no Senado, a deputada concorrerá a reeleição.
Por outro lado, partidos de esquerda e centro-esquerda também apresentam candidaturas com potencial. A deputada federal Érika Kokay, do PT, é apontada como uma das principais representantes desse campo político, com trajetória consolidada e presença marcante no eleitorado do DF.
Já o PDT aposta na atual senadora Leila Barros, conhecida como Leila do Vôlei, que deve buscar a renovação do mandato apoiada em sua atuação parlamentar e visibilidade pública.
Com isso, o cenário atual coloca quatro mulheres no centro da disputa: Michelle Bolsonaro, Bia Kicis, Érika Kokay e Leila Barros, consolidando um protagonismo feminino incomum em eleições majoritárias na capital federal.
José Antônio Reguffe: ex-senador é a aposta do Solidariedade | Foto: Agência Senado
Além dos nomes já colocados, outros políticos também são citados como possíveis candidatos ao Senado. Entre eles estão Cristovam Buarque, Fred Linhares e José Antônio Reguffe, que podem alterar o equilíbrio da disputa caso confirmem candidatura.
Ibaneis Rocha: Foto: reprodução
Nos bastidores, a movimentação política também passa pela reconfiguração de forças em torno do governo do Distrito Federal. O governador Ibaneis Rocha segue como uma peça relevante no xadrez eleitoral, ainda que enfrente um cenário de maior pressão política e necessidade de reorganizar sua base de apoio.
Outro ponto de tensão envolve a construção de alianças. Algumas lideranças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro sinalizaram resistência a qualquer composição com Ibaneis Rocha, o que pode influenciar diretamente na formação de chapas e estratégias eleitorais, inclusive com a possibilidade de uma dobradinha entre Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.
Com um quadro ainda em formação, a disputa pelo Senado no Distrito Federal promete ser marcada por forte polarização, articulações intensas e um protagonismo feminino que deve dar o tom da eleição de 2026.
