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Justiça reconhece inocência de ex-presidente do Santa Maria demonstrando sua integridade no esporte do DF

Decisão afasta definitivamente suspeitas e destaca que dirigente foi vítima de esquema criminoso

Foto: Reprodução redes sociais

Por Celso Alonso

A absolvição da ex-presidente do Santa Maria, Dayana Nunes Feitosa, pela Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios marca não apenas o fim de um processo judicial, mas também o reconhecimento oficial de sua conduta íntegra à frente do clube. A sentença, assinada pelo juiz Germano Oliveira Henrique de Holanda, concluiu que não houve qualquer participação da dirigente no esquema de manipulação investigado no Candangão 2024.

Ao longo das investigações, conduzidas com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, ficou evidenciado que Dayana não teve envolvimento nas irregularidades. Pelo contrário, o entendimento consolidado pela Justiça aponta que ela também foi enganada por terceiros que se aproveitaram da estrutura do clube para práticas ilícitas.

O principal responsável pelo esquema, o empresário William Pereira Rogatto, conhecido como “Rei do Rebaixamento”, foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão. Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Manipulação de Jogos, ele próprio admitiu ter apresentado propostas enganosas à diretoria, prometendo um projeto esportivo sólido enquanto articulava, nos bastidores, a fraude.

A decisão judicial consolida o que pessoas próximas à ex-presidente sempre defenderam sua atuação pautada pela seriedade e compromisso com o esporte. Durante todo o processo, Dayana manteve postura colaborativa, contribuindo com as investigações e reafirmando sua confiança na Justiça. “Sempre confiei na Justiça e sabia que a verdade iria prevalecer. Hoje tenho a tranquilidade de ver meu nome limpo e minha história respeitada", disse a ex-dirigente.

Com a absolvição, seu nome é definitivamente desvinculado de qualquer suspeita, permitindo a reconstrução de sua trajetória pública com respaldo institucional. O caso, que trouxe desgaste e exposição, agora se encerra com a validação de sua inocência. “Foram meses difíceis, de muita exposição e julgamentos precipitados, mas nunca deixei de acreditar que tudo seria esclarecido", afirmou bastante emocionada.

Enquanto a Justiça reconheceu a lisura da ex-dirigente, os responsáveis pelo esquema foram devidamente punidos. Além de Rogatto, outros envolvidos receberam condenações, reforçando o entendimento de que a fraude foi conduzida por um grupo específico, sem participação da presidência do clube.

Rogatto segue preso após ser extraditado dos Emirados Árabes Unidos, sem direito a recorrer em liberdade, diante da gravidade dos crimes.

Mais do que o encerramento de um processo, a decisão representa um recomeço. Para Dayana Nunes Feitosa, o reconhecimento judicial de sua inocência simboliza a superação de um dos momentos mais delicados de sua trajetória, agora com a confirmação oficial de que sua atuação sempre esteve alinhada aos princípios da ética e da boa-fé. “Fui vítima de uma situação que jamais compactuei, mas enfrentei tudo com serenidade e transparência e agora é hora de seguir em frente, de cabeça erguida, com ainda mais força para continuar contribuindo com o esporte”, concluiu.

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