
O Partido Liberal (PL) decidiu nesta terça-feira (14) fechar questão contra a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), determinando que toda a sua bancada vote contra o atual advogado-geral da União. A decisão estabelece que os parlamentares que descumprirem o combinado estarão sujeitos a sofrer sanções internas na legenda.
A orientação foi formalizada por meio de um documento interno enviado aos congressistas. O texto instrui a bancada a votar contra Messias durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) do Senado, agendada para o dia 29 de abril.
A cúpula do partido justifica que a escolha feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) possui caráter estritamente político. Segundo o PL, Messias atuou de forma excessivamente alinhada com os interesses do Governo Federal durante sua gestão à frente da AGU.
Na visão da legenda, a confirmação do nome do indicado compromete a credibilidade do Judiciário brasileiro. O partido argumenta que a independência da instituição pode ser afetada caso um perfil com tal histórico de atuação governista assuma o cargo.
Messias foi indicado por Lula para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso na Suprema Corte. Depois de um imbróglio político de quatro meses, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou a indicação à CCJ da Casa na última quinta-feira (9).
Apesar da posição da banca, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, elogiou Messias dizendo que o AGU estava “entre os melhores” e afirmou que o Senado aprovaria a indicação.
“Todas as informações que eu tenho do Jorge Messias são de que ele, lógico, é Lula fechado, é PT fechado, mas é um camarada de bem. Quando vi que o Lula ia indicar o (Cristiano) Zanin, por exemplo, eu achei bom”, afirmou em entrevista ao Metrópoles.
Valdemar completa: “Ele não vai colocar um camarada do PL lá. Ele tem que colocar um dele. Então, ele que escolha o melhor. Eu acho que o Messias está entre os melhores que ele tem, na minha opinião”.
