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Vereadores da oposição pedem afastamento do prefeito Everaldo


Contratos de mais de R$ 4 milhões com empresa de produtos de limpeza levantam suspeita de irregularidades nos gastos da prefeitura.
Everaldo Vidal, prefeito de Novo Gama. (Foto: Mizael)
Everaldo Vidal, prefeito de Novo Gama. (Foto: Mizael)
Durante plenário realizado nesta quarta-feira (19) na Câmara Municipal de Novo Gama, os vereadores da oposição pediram a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) e o afastamento imediato do prefeito Everaldo Vidal. A finalidade da CPI é de apurar contratos envolvendo a prefeitura da cidade e a empresa E. F. Júnior Comércio e Serviços LTDA-ME (CNPJ: 00.631.259/0001-30). A empresa recebeu em um ano, mais de R$ 4 milhões pelo fornecimento de materiais de limpeza.

Em apenas seis meses (junho à novembro de 2013), a mesma empresa recebeu mais de R$ 1,7 milhões. Todos esses gastos foram feitos em nome da Secretaria Municipal de Educação. O valor é tão exorbitante, que ultrapassa inclusive em 1354% o valor de todo o orçamento para a educação no ano anterior. Na gestão de 2012, foi gasto algo em torno de R$ 140 mil em produtos de limpeza.

Os vereadores da oposição (Elias Conrado, Jerton Sodré, Ilma do Baduca e Waldson da Educação), denunciaram o caso ao TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) e ao Ministério Público de Goiás. Em uma primeira análise, foram encontrados indícios de irregularidade. O TCM determinou uma inspeção complexa na Prefeitura de Novo Gama para apurar os gastos.

Em um quadro comparativo com outros municípios de Goiás, elaborado pelo TCM, Novo Gamateve gasto bem superior inclusive a capital Goiânia, que possui mais de 1,4 milhões de habitantes e gastou no ano passado apenas R$ 101 mil. Novo Gama possui 104 mil habitantes e os gastos no mesmo período foram de 1,7 milhões.

Além do afastamento do prefeito Everaldo, os vereadores pedem o afastamento do secretário de finanças, Rogério Ferreira da Silva, do presidente da comissão de licitação, Carlos José dos Santos e do chefe da controladoria interna, Wendy Dias do Amaral.
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O caso também repercutiu na imprensa estadual. Assista a reportagem JA 2ª Edição, da TV Anhanguera.

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