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DF - Servidores do GDF aprovam estado de greve em manifestação no Eixo Monumental

Eles faziam ato contra provável suspensão de reajustes salariais


Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br


A temporada de protestos começou nesta quarta (11), às 10h, em frente ao Palácio do Buriti. Oito sindicatos de servidores do GDF organizam ato público que fecha o Eixo Monumental sentido Rodoferroviária. Representantes da categoria informaram que só sairão do local após as 19h. O trânsito está sendo desviado pelas 900 da Asa Norte, próximo à 5ª Delegacia de Polícia. Por volta das 12h, os servidores do GDF, 20 sindicatos e 15 associações, votaram e aprovaram o estado de greve. Eles continuarão trabalhando mas, caso a ação do MP seja desfavorável aos servidores, eles entrão em greve geral.

De acordo com a Polícia Militar, 1,5 mil pessoas participam do protesto. A PM conta com um efetivo de 250 policias que fazem um cordão de isolamento em volta do Buriti. Por volta das 11h, um clima de animosidade tomou conta do local. A diretora do Sindicato dos Servidores da Saúde Marli Rodrigues incitou os manifestantes contra a polícia sob a justificativa de uma possível represália por parte dos PMs. O tenente-Coronel Vasconcelos refutou a hispótese e o sindicato acabou se desculpando. Após o desentendimento, o protesto segue tranquilo.

Tempos de caos

A manifestação inicia um série de protestos, que terão o ápice no domingo, quando pessoas de todas as cidades do País prometem ir às ruas para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na sexta, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) organiza o Ato Nacional em defesa da Petrobras em todas as capitais. 

Nesta quarta (11), o ato é de repúdio contra uma ação que o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) ingressou questionando a constitucionalidade das leis que concederam reajustes às categorias, na gestão do petista Agnelo Queiroz. Para o MPDFT, os reajustes foram concedidos, mas não houve previsão orçamentária. O Tribunal de Justiça acolheu a ação e julgará se a constitucionalidade das leis, aprovadas pela Câmara Legislativa em 2013.

“Enquanto a Justiça não decide, a lei está valendo. Tem que pagar”, argumenta o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle. Mas não tem dinheiro, ele completa. “Se formos pagar todos os reajustes concedidos sem cobertura orçamentária, aqueles fornecedores que estão esperando receber desde 2014, por exemplo, vão esperar mais tempo”, explica. 

O Sindicato dos Médicos do DF (SindMédico) coordena o Movimento Sindical em Defesa do Serviço Público do DF, que reúne 18 sindicatos e organiza a mobilização de hoje. O presidente do SindMédico, Gutemberg Fialho, disse que não há como precisar quantos servidores irão ao evento, mas a expectativa é de que “encha a Praça do Buriti”. Nas contas dele, 150 mil serão prejudicados com a suspensão dos reajustes. 

Repúdio

“É um ato de repúdio e protesto contra a ação do Ministério Público. Isso tem deixado quase meio milhão de pessoas inseguras”, diz Fialho, que contabiliza as famílias dos servidores de 33 categorias que tiveram reajuste.

O ato será pacífico e ordeiro, ele promete. “Não há intenção de parar o trânsito e prejudicar o cidadão”, explica Fialho. Mas a cidade vai parar, ele afirma. “Os serviços públicos vão parar”, conta, lembrando que a mobilização vai durar o dia inteiro, das 7h às 19h. 

O movimento tem, ainda, a intenção de sensibilizar o Judiciário, ele disse: “Queremos mostrar que, do ponto de vista constitucional e jurídico, esses projetos não têm vício”. 
Segurança será mais reforçada para o domingo

Para domingo, a Secretaria de Segurança Pública do DF organiza um esquema para reforço no policiamento, já que ainda não se sabe a dimensão do ato, que vem sendo organizado pelas redes sociais. A manifestação que pede o impeachment de Dilma Rousseff está marcado para começar às 9h30, na Esplanada dos Ministérios. 

Para amanhã, segundo a Secretaria de Segurança, vai ser usado o planejamento operacional padrão e o policiamento no Eixo Monumental será feito pela equipe ordinária. O Detran-DF seguirá as orientações da Polícia Militar, informou o órgão.
O ato contra Dilma ganhou força na capital federal, depois do panelaço, organizado em apenas um dia pelas redes sociais. Moradores do Plano Piloto, de Águas Claras, Taguatinga e Guará saíram nas janelas, batendo em panelas, com apitos e cornetas, durante o pronunciamento da presidente em cadeia de rádio e TV, no domingo. Ontem, Dilma foi vaiada quando visitava o Salão Internacional da Construção, em São Paulo. 

Buzinaço

Em Brasília, grupos se organizam pelo Facebook para sair das regiões administrativas em direção à Praça dos Três Poderes. Em Águas Claras, por exemplo, a Associação de Moradores e dois grupos, que, juntos, têm mais de 47 mil mulheres, articulam um buzinaço, a partir de 8h30, pela região administrativa.
Na sexta-feira, a partir de 17h, trabalhadores ganham as ruas de Brasília, no ato organizado pela CUT, em defesa da Petrobras e da reforma política.

*Com colaboração de Millena Lopes e Eric Zambon



Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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