Crime da 113 Sul: TJDF julga recursos da ex-delegada Martha Vargas, que investigou caso

Delegada foi condenada a 16 anos de prisão por falsidade ideológica, fraude processual e tortura. Triplo homicídio foi em 2009.


Delegada Martha Vargas durante as investigações do 'crime da 113 Sul' (Foto: Reprodução/TV Globo)
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal julga, na tarde desta quinta-feira (8), recursos apresentados tanto pela defesa quanto pela acusação da ex-delegada Martha Vargas. Ela conduziu o início das investigações do caso que ficou conhecido como crime da 113 Sul – local onde foram mortos o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela, a mulher dele e a empregada da família, em 2009 

Martha Vargas foi condenada a 16 anos de prisão por falsidade ideológica, fraude processual, violação de sigilo funcional e tortura enquanto conduzia as investigações. Ela acabou exonerada da Polícia Civil e afastada do caso.

Arte explica crime da 113 Sul, com suposto envolvimento da ex-delegada Martha Vargas
A corte vai analisar tanto o pedido de redução de pena pelos advogados da ex-delegada quanto o de aumento de detenção, protocolado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. A promotoria entendeu que os quatro crimes devem ser julgados separadamente, e por isso, Martha deve passar mais tempo presa pela acusação de tortura.

Entenda o caso

O ex-ministro do TSE José Guilherme Villela, a mulher dele e a empregada da família foram encontrados mortos com 78 facadas no dia 31 de agosto de 2009. O caso ficou conhecido como “o crime da 113 Sul”, em referência ao endereço onde a família morava.

Os corpos foram encontrados em estado de decomposição. Uma neta do casal afirmou à polícia que os avós não teriam aparecido na sexta-feira anterior à descoberta dos corpos ao escritório de advocacia que Villela mantinha em Brasília.

Mineiro da cidade de Manhuaçu, Villela tinha 73 anos. Chegou a Brasília nos anos 60. Atuou como procurador do Tribunal de Contas do Distrito Federal e, na década de 80, como ministro do TSE. Como advogado, atuou no caso Collor em 1992 e, mais recentemente, no processo do mensalão.


Fonte - PG1 DF

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