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Cid desmente versão sobre delação: ‘Nunca disse que Bolsonaro tramou golpe’

Interlocutores dizem que depoimento do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro foi adulterado

Tem cel, Mauro Cid -Foto: CLDF

Por - Deborah Sena

Matéria publicada pela revista veja mostra que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, está se mostrando contrário ao que vem sendo divulgado sobre sua delação à Polícia Federal.

Até hoje a suposta delação do golpe é usada como principal justificativa para o ‘tom’ adotado pelo ministro Alexandre de Moraes na condução do inquérito dos atos antidemocráticos. Nesta segunda-feira (11), Cid dará um novo depoimento à PF.

Segundo a Veja, Cid tem desabafado a pessoas próximas que seu depoimento foi tirado de contexto, sendo encaixado em “narrativas” dos próprios investigadores.

“Não sou traidor, nunca disse que o presidente tramou um golpe. O que havia eram propostas sobre o que fazer caso se comprovasse a fraude eleitoral, o que não se comprovou e nada foi feito”, reproduziu a revista.

Cid também diz que os questionamentos feitos a ele foram mal conduzidos, “porque sabiam que eu não ia contar o que eles queriam ouvir”. O tenente coronel Teria afirmado a interlocutores que jamais viu uma “minuta de golpe” sendo apresentada aos comandantes – é que ele sequer teria usado o termo “golpe” para detalhar os encontros que presenciou enquanto esteve ao lado do ex-presidente.

Nesta versão, que ainda necessita de evidências, o tenente-coronel afirmou ter presenciado apenas a apresentação de “considerandos” aos comandantes. Estes continham decisões adversas tomadas pelo STF e pela Justiça Eleitoral contra Bolsonaro, que o então presidente interpretava como perseguições.

Cid ainda afirmou que Bolsonaro estava em um estado de “luto profundo” depois de sua derrota nas eleições e alegava ser vítima do Judiciário, que supostamente teria prejudicado sua campanha. Foi nesse cenário que surgiram várias ideias propostas por assessores e militares. As sugestões variavam desde Bolsonaro aceitar o resultado e encerrar a controvérsia, realizar uma contagem paralela por meio de sites ou até mesmo implantar tropas nas ruas. No entanto, Cid enfatiza que nenhuma dessas ações foi executada.

Novo depoimento

Embora Cid tenha tentado minimizar as supostas tratativas no Alvorada e assegurado que Bolsonaro nunca efetuaria um golpe, argumentando que não existia estrutura ou suporte para tal, a Polícia Federal acredita que tem elementos fortes para acusar o ex-presidente e seu círculo de uma conspiração contra o Estado democrático de direito.

Hoje, o militar dará novo testemunho aos investigadores, onde terá a chance de tentar elucidar, de uma vez por todas, os eventos que ocorreram nos últimos dias de Bolsonaro no comando. As informações são da Revista VEJA.

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