Por Agência Satélite
O senador Romário (PL-RJ) surpreendeu – e indignou – seus eleitores nesta sexta-feira (8) ao dar um verdadeiro “passa-moleque” no ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante a madrugada, o ex-jogador deixou de seguir Bolsonaro no Instagram e apagou todas as fotos e vídeos que mostravam apoio ao líder conservador.
As imagens sumiram até mesmo da campanha de 2022, quando Romário foi reeleito graças ao apoio direto de Bolsonaro e ao voto da base bolsonarista. Agora, o senador tenta apagar o passado, como se não tivesse subido em palanque ao lado do ex-presidente para pedir votos.
Nas redes sociais, a reação foi imediata. Apoiadores chamaram Romário de “vira-casaca” e “traidor” e pediram que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, expulse o senador do partido. Para muitos, o ex-jogador mostrou que sabe driblar – mas, desta vez, quem levou o drible foi o eleitor que acreditou em suas promessas.
Romário já vinha irritando a base conservadora ao se calar sobre temas importantes, como o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, e evitar se posicionar contra os abusos do STF. O afastamento das pautas de direita e a aproximação com o silêncio conveniente de quem não quer “se queimar” mostram um cálculo político que pode sair caro nas urnas.
O gesto de apagar o histórico é visto como ingratidão e oportunismo puro: usar a popularidade de Bolsonaro para se reeleger e depois abandoná-lo para tentar agradar outros setores políticos. Para os eleitores, é mais um exemplo da velha política que muitos queriam ver fora de Brasília.
Para muitos brasileiros, a única lembrança realmente boa de Romário ficou no gramado, em 1994, quando ajudou a Seleção a conquistar o tetracampeonato mundial. De lá pra cá, no campo da política, suas jogadas têm decepcionado e irritado quem um dia confiou nele.
Enquanto Romário finge que nada aconteceu, a internet não esquece. E a marca de “vira-casaca” pode ser o gol contra que encerre a carreira política do ex-jogador.