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STF abre investigação contra Bolsonaro e Hang enquanto Dino permanece sem responsabilização por compra de respiradores

Por Celso Alonso - Agência Satélite


Foto - Reprodução

A decisão do STF e da Polícia Federal de investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o empresário Luciano Hang por supostos crimes durante a pandemia reacendeu críticas sobre o que muitos classificam como dois pesos e duas medidas no tratamento do Judiciário brasileiro. Enquanto Bolsonaro e Hang, este último reconhecido por ter ajudado milhares de brasileiros com doações de oxigênio e insumos médicos, são alvo de investigação, Flávio Dino, atual ministro do STF, segue sem ser responsabilizado por um caso de fraude que prejudicou o erário público durante seu governo no Maranhão.

Em 2020, ainda nos primeiros meses da pandemia, o governo de Dino, então à frente do Maranhão, firmou contrato emergencial com a empresa HempCare Pharma para aquisição de 300 respiradores, no valor de R$ 9,6 milhões, pagos integralmente de forma antecipada. A empresa não tinha capacidade técnica nem experiência para fornecer os equipamentos. Até hoje, os respiradores nunca foram entregues e o dinheiro não foi recuperado. Apesar do prejuízo e das investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, Dino nunca foi formalmente chamado como investigado.

Enquanto isso, a PF agora mira Bolsonaro e Hang, alegando associação criminosa, propagação de fake news e suposta sabotagem ao enfrentamento da pandemia. Nas redes sociais, internautas apontam o duplo padrão: Hang ajudou hospitais e pacientes com doações de oxigênio, enquanto Dino, envolvido em uma fraude milionária que prejudicou a população, não sofre qualquer investigação concreta.

O empresário doou mais de R$ 1 milhão para a pandemia - Foto Reprodução

O empresário Luciano Hang e a rede Havan doaram 200 cilindros de oxigênio para Manaus em janeiro de 2021, quando a cidade enfrentava um colapso no fornecimento do insumo durante a pandemia de COVID-19. A doação, que totalizou um investimento de cerca de 1 milhão de reais, foi feita após a crise no sistema de saúde local e foi noticiada e documentada em diversas plataformas, incluindo o perfil oficial da Havan no Instagram.

O caso reacende a percepção de que as ações do STF e da PF estariam seletivamente direcionadas a adversários políticos do governo, enquanto aliados, mesmo diante de prejuízos reais ao erário, permanecem ilesos. Para críticos, a diferença de tratamento evidencia viés político e fragilidade institucional.

Além disso, o episódio envolvendo Dino ganhou contornos ainda mais controversos quando ele foi sorteado como relator de um processo no STF relacionado à compra dos respiradores pelo Consórcio Nordeste, do qual participou diretamente como governador do Maranhão, levantando sérias suspeitas de conflito de interesse.

Para especialistas e parte da opinião pública, o contraste entre o rigor aplicado a Bolsonaro e Hang e a leniência frente a aliados do governo reforça a necessidade de maior transparência e equidade nas investigações, especialmente quando se trata de eventos que afetaram diretamente vidas e recursos públicos durante a pandemia.

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