O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reforçou nesta quarta-feira (17/9) o compromisso de seu governo em dar uma resposta rápida e dura ao assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes. Durante agenda em Araçatuba, no interior do estado, Tarcísio foi enfático: “Pode ter certeza que nós vamos pegar os vagabundos que fizeram isso. Eles vão pagar pelo que fizeram, não tenho a menor dúvida”.
A fala ocorreu durante a Caravana 3D, programa que busca ampliar a presença do governo paulista no interior. Ao lado do delegado Mauro Gabriel, diretor do Deinter-10, Tarcísio prestou solidariedade à Polícia Civil e destacou os avanços na segurança pública. “Parabéns pelo trabalho da Polícia Civil. Meus sentimentos pelo falecimento do Delegado Ruy. Nós vamos botar toda a energia nisso”, disse, lembrando que os indicadores criminais na região de Araçatuba estão em queda.
Ruy Ferraz Fontes foi morto na noite de segunda-feira (15/9), em Praia Grande, no litoral paulista, após uma perseguição. Pioneiro em investigações contra o PCC, o ex-delegado também ocupava o cargo de secretário municipal de Administração na cidade.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) trabalha com duas principais linhas de investigação: vingança de facção criminosa ou desdobramentos ligados à atuação de Ruy na prefeitura. A Justiça paulista decretou nesta quarta-feira a prisão temporária de dois suspeitos de envolvimento na execução, ambos considerados foragidos.
Na véspera, Tarcísio havia afirmado que Ruy não solicitou escolta do Estado, apesar de ser alvo de ameaças do PCC desde 2006. O governador voltou a destacar que a polícia não medirá esforços para capturar os criminosos.
A agenda em Araçatuba reuniu, além do governador, o vice Felício Ramuth (PSD), os secretários Gilberto Kassab (Governo), Eleuses Paiva (Saúde) e Guilherme Piai (Agricultura), além dos deputados André do Prado (PL), presidente da Alesp, e Itamar Borges (MDB).
Com tom firme, Tarcísio transformou sua fala em um recado direto às facções e criminosos: o governo paulista não irá tolerar ataques contra a segurança pública e contra aqueles que já dedicaram a vida a combater o crime organizado.
