Por Joaquim Mamede
Suzane von Richthofen – Foto: Record
A morte do médico Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, tio de Suzane von Richthofen, voltou a colocar o nome da condenada pelo assassinato dos pais no centro de uma intensa repercussão nacional. O óbito aconteceu dentro da casa da vítima, no bairro do Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, e ainda é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita, embora a principal hipótese seja de causa natural.
Tentativa de liberação do corpo gera estranhamento
Após a morte, Suzane compareceu a uma delegacia acompanhada de seu advogado para tentar liberar o corpo do tio, mas foi informada de que uma prima já havia feito o procedimento. O episódio reacendeu questionamentos nas redes sociais sobre um possível direito à herança, especialmente pelo histórico criminal da sobrinha.
Suzane pode herdar os bens do tio?
De acordo com especialistas em direito sucessório, sim, Suzane pode ter direito à herança, dependendo das circunstâncias. A advogada Thaís Acayaba explica que a chamada pena de indignidade só se aplica à herança da vítima direta do crime. Como Suzane foi condenada pela morte dos pais, e não do tio, não há impedimento automático.
O que diz a lei sobre indignidade
A legislação prevê que a exclusão de um herdeiro ocorre apenas quando há crime contra o próprio autor da herança. Ou seja, a indignidade é pessoal e não se estende a outros parentes. Caso Miguel não tenha deixado descendentes, ascendentes, irmãos ou testamento, sobrinhos podem ser chamados à sucessão.
Patrimônio e próximos passos
Segundo a polícia, Miguel possuía imóveis e aplicações financeiras. Se não houver testamento, Suzane e Andreas von Richthofen podem futuramente pleitear parte dos bens na Justiça. Apesar da forte comoção pública, especialistas reforçam que a decisão segue estritamente o que determina a lei, independentemente da opinião social.
