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Nutella? Agentes recém-nomeados dão chilique e pedem para sair da PCDF

Comportamento da “nova guarda” chamou a atenção de policiais veteranos, que relataram episódios em grupo de mensagens


Otavio Brito/Arte Metrópoles

Uma série de episódios inusitados envolvendo agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) recém-nomeados chamou a atenção de veteranos da corporação.

Em poucos dias, foram registrados pedidos de exoneração, condutas inadequadas e devoluções imediatas de servidores às unidades de origem. Os relatos, alguns deles chiliquentos, foram compartilhados em um grupo privado de policiais veteranos no WhatsApp.

Um dos casos que mais chamou a atenção foi o de um recém-empossado que pediu exoneração quatro horas após assumir o cargo. O motivo: “Foi designado a uma delegacia onde não desejava exercer as atividades”.

Um outro pedido inusitado partiu de um ex-integrante da Polícia Civil da Bahia que passou no concurso da PCDF. O agente exigiu que ficasse no plantão, ou pediria para “ir embora”. A demanda não foi aceita, e o policial cumpriu a promessa e voltou à Bahia.

Doutora advogada e esquecimento

Um dos veteranos relatou no grupo de WhatsApp sobre uma agente que quis alguns privilégios ao ser transferida para uma delegacia. Ela chegou a bater boca com um delegado após exigir funções específicas apenas porque era advogada. Resultado? Foi enviada de volta para a unidade policial de origem.

Outros dois casos relatados demonstram a dificuldade de adaptação à rotina policial de alguns recém-empossados.

Um agente novato foi advertido pelo chefe ao ser flagrado mexendo na arma dentro da viatura. O rapaz, então, buscou tranquilizar o superior ao revelar que a arma estava descarregada, “pois havia deixado a munição em uma sala na delegacia”.

O segundo caso envolveu um agente que foi questionado se estava de posse da arma. Ele respondeu que sim, mas, ao ser acionado para prestar apoio na rua, contou que havia deixado a arma em casa, pois “achou que não precisava dela”.

O último episódio compartilhado chamou a atenção pela cara de pau do envolvido. Mesmo tendo sido desclassificada após exames na policlínica da corporação, a pessoa se dirigiu ao Departamento de Gestão de Pessoas (DGP) para tomar posse. Ao ser flagrada, disse: “Pensei que podia. Se colar, colou”.

O Metrópoles acionou a PCDF para comentar os casos, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para possíveis posicionamentos.

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