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Do “paz e amor” à guerra declarada: Luiz Inácio radicaliza para se manter no poder. "Acabou o Lulinha paz e amor"!

Acabou! O "Lulinha paz e amor" como foi desenhado pela esquerda, foi sepultado de vez, conforme afirmou o próprio presidente, que prometeu "guerra" durante o período eleitoral. Agora é saber quem do poder estará ao seu lado para chancelar seu planejamento visando a vitória nas urnas



Por Celso Alonso

O presidente Luiz Inácio deixou cair a última máscara que ainda sustentava sua imagem de líder conciliador. Durante a comemoração dos 46 anos do PT, em Salvador, Luiz Inácio afirmou sem rodeios que a eleição de 2026 será uma “guerra” e decretou o fim do personagem que ajudou a elegê-lo em outros momentos da história: “Não tem mais Lulinha paz e amor”.

A declaração não é apenas retórica eleitoral. Ela representa um revés simbólico e político para um presidente que se vendeu ao país, e ao exterior, como o fiador da pacificação nacional após anos de polarização. Agora, o próprio Luiz Inácio admite que o confronto é sua estratégia e que o Brasil caminha para um ambiente político ainda mais radicalizado.

“Essa eleição vai ser uma guerra”, disse Luiz Inácio, diante de militantes, ministros e dirigentes partidários. A fala veio acompanhada de outro sinal revelador: o presidente afirmou que está construindo uma nova “narrativa política”, deixando claro que o foco não será a gestão, mas o discurso, uma confissão explícita de que propaganda e retórica terão prioridade sobre resultados concretos.

A declaração marca uma ruptura explícita com o discurso que Luiz Inácio adotou no passado, quando se apresentava como o “Lulinha paz e amor” e garantia que seu governo não seria pautado por revanchismo ou vingança política. Na prática, porém, suas atitudes já vinham apontando o contrário, com retórica agressiva, ataques constantes a adversários e uso do confronto como método. Agora, ao afirmar abertamente que irá para a “guerra”, Luiz Inácio apenas verbaliza aquilo que já vinha sendo exercido no poder, e levanta uma questão inevitável: se em campanha o discurso é de combate, como será a condução do governo caso volte a vencer, com ainda mais poder e menos disposição para qualquer forma de conciliação?

Ao afirmar que está “motivado para cacete” e que o que está em jogo “não são só as eleições”, Luiz Inácio adota um tom beligerante incompatível com o cargo que ocupa. Não fala como chefe de Estado, mas como líder partidário em campanha permanente, disposto a transformar o processo democrático em um campo de batalha político.

O contraste é evidente. O mesmo Luiz Inácio que cobra civilidade dos adversários, que judicializou ofensas no passado e que se apresenta como defensor da democracia, agora normaliza o vocabulário da guerra e do confronto. A retórica inflamável parte justamente de quem deveria atuar como moderador institucional em um país já profundamente dividido.

Ao insistir que o que definirá 2026 será a “narrativa”, e não as realizações do governo, o presidente petista reforça críticas de que seu projeto político depende mais do discurso ideológico do que de entregas objetivas à população. O reconhecimento de que “as coisas boas que fizemos não serão suficientes” soa como admissão de fragilidade administrativa travestida de estratégia eleitoral.

Ao abandonar qualquer disfarce conciliador e assumir publicamente o discurso da guerra, Luiz Inácio deixa claro que o “paz e amor” sempre foi uma estratégia eleitoral, não um compromisso real de governo. A retórica beligerante não surge agora, ela apenas perde o verniz quando o poder passa a ser ameaçado.

Se em campanha o presidente fala em confronto, narrativa e inimigos, o sinal que emite ao país é alarmante. Um líder que promete guerra antes mesmo da eleição indica que, caso vença, governará sob o mesmo clima: de enfrentamento permanente, de intolerância ao contraditório e de uso político das instituições. Luiz Inácio já não pede união nacional, exige alinhamento. E quando um presidente troca a conciliação pela trincheira, não é a democracia que avança; é o conflito que se institucionaliza.

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