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Escândalo do INSS se agrava e atinge o núcleo familiar de Luiz Inácio



Por Celso Alonso

O Governo petista enfrenta mais um grave desgaste político com o avanço das investigações sobre o esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias do INSS. Desta vez, o caso ganhou contornos ainda mais explosivos ao envolver menções diretas ao filho do presidente Luiz Inácio da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, aproximando o escândalo do núcleo familiar do chefe do Executivo.

Em entrevista, Luiz Inácio tentou adotar um discurso de aparente rigor ao afirmar que chamou o filho para uma conversa e que não haveria proteção especial caso surgissem provas de irregularidades. A fala, no entanto, soou mais como tentativa de contenção de danos do que como demonstração efetiva de compromisso com a transparência, especialmente diante da gravidade das suspeitas que emergem das apurações da Polícia Federal.

Embora Lulinha ainda não seja formalmente investigado, seu nome aparece em relatórios enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde a PF apura uma possível ligação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado “Careca do INSS”, apontado como operador central do esquema que desviou bilhões de reais de aposentados e pensionistas. Os investigadores avaliam, inclusive, a hipótese de Lulinha atuar como “sócio oculto” do lobista — um indício que, se confirmado, colocaria o presidente em situação política extremamente delicada.

O caso se torna ainda mais comprometedor diante da existência de diálogos de WhatsApp, anotações e registros de viagens que citam o filho do presidente no contexto do inquérito. Apesar de a defesa de Lulinha negar qualquer relação com o INSS e classificar as menções como meras “ilações”, o volume de referências reforça a necessidade de uma investigação profunda e independente.

Em meio à crise, Luiz Inácio tentou deslocar a responsabilidade para o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando que o esquema teria sido estruturado na gestão anterior. No entanto, as próprias investigações indicam que o maior crescimento dos desvios ocorreu já sob o Governo petista, enfraquecendo a narrativa de herança exclusiva do passado e levantando questionamentos sobre a capacidade — ou a vontade política — da atual gestão de conter o esquema a tempo.

Outro ponto que amplia as críticas é o recuo do presidente em relação à criação de uma CPI para investigar o caso. Segundo o próprio Luiz Inácio, a ideia foi descartada após avaliação de lideranças do PT e de partidos aliados. A decisão alimenta suspeitas de que o Governo petista preferiu evitar um aprofundamento das investigações no Congresso para reduzir o impacto político do escândalo, especialmente com a proximidade do nome de seu filho.

O episódio do INSS, agora com menções diretas a Lulinha, reforça a percepção de que o discurso anticorrupção do Governo petista não se sustenta na prática. Para aposentados lesados e para a opinião pública, cresce a sensação de que há dois pesos e duas medidas quando denúncias alcançam figuras próximas ao poder. Sem respostas claras e investigações conduzidas com total independência, o caso tende a se consolidar como mais um escândalo a marcar negativamente a atual gestão petista.

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