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Luiz Inácio transforma evento público em palanque e expõe despreparo institucional com ironias a prefeitos da oposição


Por Celso Alonso

O presidente petista Luiz Inácio (PT) voltou a demonstrar completo desrespeito à liturgia do cargo ao transformar um evento institucional, destinado ao anúncio de investimentos em saúde e educação, em um espetáculo de provocação política vulgar e constrangedora. Durante agenda realizada nesta segunda-feira (9), em Mauá (SP), Luiz Inácio ironizou prefeitos de partidos adversários, reduzindo uma cerimônia oficial a um ato explícito de politicagem pequena e irresponsável.

Diante de prefeitos do PL, legenda de oposição ao governo federal, o presidente petista não se limitou a uma piada de gosto duvidoso ao afirmar que o dirigente do partido “vai bater neles” por aparecerem em uma foto ao seu lado. Luiz Inácio foi além e fez questão de rotular o PL como o “maior inimigo” do governo na Câmara dos Deputados, adotando um discurso de confronto ideológico em um ambiente que deveria ser pautado pelo respeito institucional e pela cooperação federativa.

O episódio escancara um comportamento recorrente: Luiz Inácio insiste em tratar atos de governo, financiados com recursos públicos, como se fossem instrumentos pessoais de disputa política. Prefeitos eleitos democraticamente são reduzidos a coadjuvantes de uma narrativa partidária, usados como alvos de ironia para agradar à militância e alimentar o discurso permanente de campanha.

Embora tenha afirmado “respeitar o voto da cidade”, o presidente petista contradiz suas próprias palavras ao adotar tom de deboche e hostilidade. A entrega de ambulâncias, custeadas pelo erário, não representa favor, concessão ou benevolência política, mas uma obrigação constitucional do Estado. Ao ironizar gestores municipais, Luiz Inácio se comporta como se estivesse distribuindo benefícios pessoais, e não cumprindo dever administrativo elementar.

Entre os prefeitos presentes, apenas o chefe do Executivo de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), integra a base aliada do governo federal. As demais cidades contempladas são administradas por partidos como PSDB, PL, Podemos, MDB e PSB, o que torna ainda mais grave a tentativa de transformar um ato técnico em um palanque ideológico, marcado por hostilidade e sarcasmo.

Ao optar pelo deboche, pela provocação e pelo discurso de inimigos em um evento oficial, o presidente petista Luiz Inácio reforça críticas antigas sobre sua incapacidade de separar o papel de chefe de Estado da lógica da militância partidária. O resultado é a banalização do cargo mais alto da República e a corrosão do espírito republicano, substituído por uma retórica agressiva que em nada contribui para a união federativa ou para o interesse público.

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