Promotora Viviane Farias afirma que a acusada agia de forma consciente; áudios de vizinhos e exame de corpo de delito comprovam a barbárie contra menino não verbal
Redação com Ascom MPAL
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) ofereceu denúncia contra uma babá acusada de submeter uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) a sessões de tortura e violência extrema em Arapiraca. A promotora Viviane Farias, da Infância e Juventude, pede a condenação da mulher por tortura e tentativa de homicídio.
A vítima, um menino com TEA suporte 3 (o grau mais severo) e não verbal, ficava sob os cuidados da acusada enquanto a mãe trabalhava.
Crueldade Extrema
Os relatos das testemunhas são estarrecedores. Segundo o MPAL, vizinhos chegaram a gravar áudios que comprovam os crimes. O ponto mais chocante da denúncia revela que a babá obrigava a criança a comer material fecal.
"A violência era tanta que vale lembrar o relato dos vizinhos em relação à mulher obrigando o menino a comer material fecal. A mãe da criança afirmou que, por vezes, teria sentido um mau odor na boca do filho e a agressora dizia que era problema de garganta", relatou a promotora Viviane Farias.
Tortura, não apenas maus-tratos
Para o Ministério Público, a conduta da babá foi muito além de maus-tratos ou lesão corporal. A promotora sustenta que ela atentou contra a vida da criança de forma consciente e voluntária. O exame de corpo de delito confirmou a existência de diversas lesões físicas.
"Para o Ministério Público, a denunciada incidiu na prática de tortura, castigo, inclusive teria comentado que mataria o infante”, completou a promotora.
