Esculturas de alumínio vão substituir imagens de fibra de vidro em projeto coletivo liderado pelo Instituto Rosa dos Ventos
Pedro Ventura/Agência Brasília

Um projeto de revitalização da Praça dos Orixás, às margens o Lago Paranoá, prevê a instalação de novas estátuas no local, até setembro de 2026. As imagens atuais, feitas de fibra de vidro, darão lugar a esculturas de alumínio.
O anúncio foi feito durante a edição de 2026 da Festa das Águas e marca o início de um processo de recuperação de um espaço que, há décadas, sofre com vandalismo, episódios de intolerância religiosa e abandono do poder público. A iniciativa é conduzida pelo Instituto Rosa dos Ventos em parceria com o Coletivo das Yás do DF e Entorno.
De acordo com a presidente do Instituto Rosa dos Ventos, Stéffanie Oliveira, a substituição das estátuas vem sendo planejada há cerca de sete anos e foi construída de forma coletiva. Diferentemente de projetos anteriores, as novas esculturas não serão atribuídas a um único artista plástico, mas desenvolvidas a partir de um briefing elaborado por pais e mães de santo, inclusive de fora do coletivo.
As novas imagens devem apresentar traços mais humanos, mantendo dimensões consideradas heroicas, como forma de representar a força e a importância dos orixás para os adeptos das religiões de matriz africana. A troca do material também busca reduzir riscos, já que a fibra de vidro é inflamável e mais suscetível a danos.
A reinstalação das estátuas é apenas a primeira etapa de um projeto mais amplo. Outros problemas estruturais da praça, como a erosão provocada pelas águas do Lago Paranoá e a falta de banheiros públicos, ainda precisam ser solucionados.
