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Vídeo em celular de corretora morta mostra síndico de capuz e luvas

Segundo a Polícia Civil, imagens foram recuperadas do celular da própria vítima, que foi encontrado na caixa de esgoto do prédio


Divulgação/PCGO

Imagens recuperadas do celular da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, assassinada pelo síndico Cleber Rosa, mostram que ela foi atacada pelo síndico Cleber Rosa — que aparece de luvas e, em seguida, encapuzado — ainda no subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas, no sul goiano. Veja o momento:

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Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), Daiane foi assassinada em um crime premeditado e por motivo torpe. O crime ocorreu em 17 de dezembro de 2025, quando a mulher desceu ao subsolo do prédio onde morava para verificar uma interrupção no fornecimento de energia e acabou sofrendo uma emboscada.

Em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (19/2), a PCGO apresentou a conclusão do inquérito do caso. De acordo com a corporação, Daiane gravou vídeos ao descer no elevador do prédio para verificar um corte de energia, e as imagens foram enviadas para uma amiga. O celular da corretora foi encontrado na tubulação de esgoto do prédio.

No entanto, um terceiro vídeo, que foi interrompido, mostra a dinâmica do crime. Ao sair do elevador com os telefones em mãos, Daiane flagrou Cleber no subsolo, já com luvas. As imagens mostram que o carro dele estava estacionado no local mais próximo dos quadros de energia e já com a capota aberta. Instantes depois, ele atacou a corretora por trás e, no momento da agressão, segundo informou a polícia, estava encapuzado.

Entenda o casoO corpo de Daiane foi encontrado pela PCGO no dia 28 de janeiro, em uma área de mata em Caldas Novas. Ela atuava como corretora de imóveis. Antes do desaparecimento, a mulher e o síndico trocavam denúncias desde 2024. A partir daí, a relação passou para uma série de registros formais.

Daiane desapareceu em 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio para verificar o que causou a queda de energia no apartamento em que morava. Ela foi vista no elevador, depois passou pela portaria e falou com o recepcionista sobre a falta de energia. A situação foi registrada por câmeras de segurança.

Em seguida, ela voltou ao elevador e desceu para o subsolo. No entanto, de acordo com a família, não havia imagens dela saindo do prédio nem voltando ao apartamento, o que aumentou o mistério sobre o paradeiro dela. Cleber teria pedido para um técnico apagar as imagens de algumas câmeras, segundo a PCGO.

Ainda durante o trajeto, a mulher gravou um vídeo e encaminhou para uma amiga. Nas imagens, a corretora mostra o apartamento sem energia elétrica e seguiu filmando o trajeto até o elevador.
Família ficou à espera

Daiane era natural de Uberlândia (MG) e morava em Caldas Novas há dois anos. Na cidade, ela administrava seis apartamentos da família no condomínio.

Daiane e a mãe haviam combinado de se encontrar em 18 de dezembro, dia seguinte ao desaparecimento, para discutir como seriam as locações dos imóveis no fim de ano. No entanto, quando a mãe chegou ao local, não encontrou a filha. Um boletim de ocorrência foi registrado naquela noite.

Ainda segundo a família da corretora, Daiane deixou a porta aberta, como mostrado nos vídeos que ela enviou para uma amiga, o que deixa a entender que ela tinha intenção de voltar logo. Porém, quando a família chegou ao local, a porta estava trancada.

Familiares de Daiane informaram que a polícia quebrou o sigilo bancário e identificou que não houve transações na conta da corretora após o desaparecimento. Varreduras no entorno do prédio foram realizadas, e não houve mais sinal no celular dela.



Corpo encontrado

O corpo da corretora foi encontrado 43 dias após o sumiço. O síndico confessou o assassinato. Segundo a investigação, foi o próprio Cléber quem levou os policiais à área de mata onde o corpo da vítima havia sido deixado. No local, os policiais encontraram o cadáver em avançado estado de decomposição.

Em depoimento, o homem relatou que matou a corretora após uma discussão acalorada no subsolo do prédio, em 17 de dezembro, data em que ela foi vista pela última vez. Ele disse que agiu sozinho e que, após o crime, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio.


Segundo a PCGO, o síndico deverá ser indiciado por homicídio triplamente qualificado. Segundo a corporação, Cleber usou meio cruel, torpe e ainda ocultou o cadáver de Daiane. Caso seja condenado, ele pode pegar mais de 30 anos de prisão. O homem, que confessou o crime, está preso desde o fim de janeiro, em Caldas Novas.
Motivação


Natural de Uberlândia (MG), Daianese mudou-se para Caldas Novas a fim de administrar seis apartamentos da família. De acordo com a polícia, o síndico tentava atrapalhar o trabalho de Daiane. Houve registro de interrupções de energia nos apartamentos geridos por ela, entre outros problemas que levaram a registros de ocorrência.

Em 11 de dezembro, pouco antes da morte da corretora, uma decisão judicial deu ganho de um processo para Daiane. O condomínio deveria pagar uma multa por danos morais, o que, segundo a PCGO, pode ter sido o estopim para a motivação do assassinato.

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