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“Motel ecológico” com sexo explícito a céu aberto vira caso de polícia. Veja vídeo

Um bosque localizado na Cidade Industrial de Curitiba tem sido usado como espaço para relações sexuais a céu aberto a qualquer hora do dia


Material cedido ao Metrópoles

Espaço verde e amplo à beira de uma pista movimentada, um local que poderia servir para a prática de atividades físicas e encontros familiares acabou sendo transformado em um verdadeiro “motel ecológico”, com grama coberta por preservativos. Estamos falando do Bosque do Trabalhador, localizado na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), em Curitiba, no Paraná. A coluna teve acesso a um dossiê extenso que revela o intenso entra e sai de homens na mata em busca de sexo rápido a céu aberto.

A denúncia, feita pelo vereador João Bettega (União Brasil), compila mais de uma hora de vídeos em que homens aparecem trocando propostas e praticando masturbação e sexo oral na área pública. O político afirma que, há décadas, parques da cidade teriam se tornado “focos de sexo”.

“Já fiscalizamos o Parque Atuba, na região norte de Curitiba, e agora fiscalizamos o Bosque do Trabalhador, que é um parque imenso, onde é tolerado esse tipo de prática sexual de homens homossexuais que vão lá para fazer sexo no meio do mato, o que impossibilita que famílias utilizem um espaço para conviver”, destacou Bettega.

Segundo o vereador, além de ser frequentado por homens em busca de relações sexuais, o local teria se tornado ponto de comercialização de substâncias ilícitas, com atuação do tráfico de drogas.

No ano passado, a equipe de João Bettega produziu um documento que reúne dados verificáveis sobre o estado atual do bosque, questionando, sobretudo, o fato de o espaço ter recebido R$ 170 mil em recursos públicos, em 2023, para revitalização.

De acordo com informações do Executivo municipal de Curitiba, as intervenções incluíram troca de areia, limpeza e roçadas, mas problemas estruturais e de segurança ainda permaneceriam no local.
“Brincadeiras e bem bolado”

Os registros feitos por meio de óculos da Meta revelam o movimento intenso no bosque. Em alguns trechos, o investigador mal se aproxima da mata, e as propostas são imediatamente feitas. “Quer dar uma mamada?”, questiona um dos homens.

Em outro momento, um frequentador pergunta se o cinegrafista teria ido até o local para “brincar”. “Eu vim direto do trabalho, nem fui em casa. Não trouxe proteção, mas a gente brinca”, diz, enquanto ri e acaricia o próprio órgão genital.

Já em um terceiro registro, o cinegrafista, na tentativa de documentar a situação, questiona se um frequentador — que no início da conversa afirmou gostar de “tudo” — teria interesse em fazer um “bem bolado”. Desconfiado, o homem se junta a outro e se retira da mata.

Assassinatos e tortura

Além da prática deliberada de sexo mata adentro, o local já foi palco de crimes graves.

Em setembro de 2021, um homem foi encontrado agonizando no interior da mata com mãos amarradas e ferimentos graves na cabeça causados por agressão. O estado da vítima indicava violência extrema.

Já em 2024, foi localizado um cadáver em avançado estado de decomposição às margens do córrego interno.

Praticar sexo em público pode se enquadrar no crime previsto no artigo 233 do Código Penal, que trata da prática de ato obsceno. A pena prevista varia de 3 meses a 1 ano de detenção, ou multa.

A coluna procurou a Prefeitura de Curitiba e a Polícia Civil do Paraná, que informou que a Guarda Municipal reforçará o patrulhamento no Bosque do Trabalhador e aconselhou que os moradores que presenciarem comportamentos inadequados acionem a corporação pelo telefone 153.

A Polícia Civil também foi acionada, mas não houve retorno até a mais recente atualização desta matéria. O espaço segue aberto.

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