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Médica passou mal ao ver marcas de violência em bebê que deu entrada no hospital morto, diz polícia

Miguel Franco Silva, de um ano e dois meses, tinha sinais de espancamento e de abuso sexual, de acordo com a polícia. Mãe e padrasto foram presos e vão responder por homicídio doloso, quando há a intenção de matar.

Por João Belarmino, 

Uma médica passou mal ao ver as marcas de violência do bebê que chegou morto ao Pronto Atendimento (PA) da Zona Norte em Sorocaba (SP), nesta segunda-feira (1º). Miguel Franco Silva, de um ano e dois meses, tinha sinais de espancamento e de abuso sexual, de acordo com a polícia.

A mãe, Gabrielly Franco Garcia, e o padrasto, Rafael Luis Alves Júnior, ambos de 21 anos, foram presos e podem responder por homicídio doloso. À polícia, eles negaram as agressões e disseram que os machucados foram causados pela própria criança.

O resgate foi acionado por volta das 22h de segunda-feira (1º). Inicialmente, a equipe foi informada que a criança havia se engasgado. Os profissionais tentaram reanimar Miguel, mas confirmaram a morte em seguida. No entanto, segundo a avaliação preliminar, a criança estava morta há cerca de uma hora antes mesmo de o socorro ser acionado.

De acordo com o boletim de ocorrência, uma das médicas envolvidas no atendimento à criança passou mal ao ver a gravidade dos ferimentos e precisou ser medicada.

Unidade Pré-Hospitalar da Zona Norte de Sorocaba (SP) — Foto: Divulgação

O registro aponta que havia lesões na cabeça, marcas de mordidas nos lábios e ferimentos no nariz, nas orelhas e nos dedos das mãos e dos pés. Além disso, a equipe de enfermagem encontrou uma lesão grave na região anal e um afundamento craniano.

Ainda conforme o registro policial, Gabrielly tinha lesões nas mãos que, segundo o BO, eram compatíveis com as agressões no filho, e o padrasto tinha manchas de sangue na blusa. Uma perícia apontou que em diversos cômodos da casa do casal, onde o bebê morava, tinham manchas de sangue.

Familiares informaram à polícia que haviam percebido lesões na criança e que tinham preocupações relacionadas ao desenvolvimento dela. Gabrielly e Rafael foram presos e autuados por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

O corpo de Miguel foi sepultado por volta das 17h de terça-feira (2) no Cemitério Memorial Park, em Sorocaba (SP).

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