As investigações começaram em maio deste ano. Conforme informado pela defesa das investigadas à TV Anhanguera, o processo corre sob sigilo e, neste momento, os fatos ainda estão sendo apurados, sem definição de responsabilidade criminal.
Fonte: g1 Goiás e TV Anhanguera. JNF BRASIL

MÃE É PRESA EM NOVO GAMA SUSPEITA DE ENTREGAR FILHOS A FAMÍLIAS DE GOIÁS, DISTRITO FEDERAL E SÃO PAULO
NOVO GAMA (GO) – A Polícia Civil de Goiás investiga um suposto esquema de adoção ilegal de crianças que resultou na prisão de uma mulher, em Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, suspeita de entregar seus filhos a famílias de Goiás, do Distrito Federal e de São Paulo. Outra mulher também foi presa por suposto envolvimento no caso.
Segundo a delegada responsável pelas investigações, Wanessa Marinho, a polícia apura se houve negociação financeira na entrega das crianças. O caso teve início após a denúncia feita pelo pai de uma menina de 2 anos, que desde 2024 buscava judicialmente a guarda da filha.
As investigações começaram em maio deste ano. Conforme informado pela defesa das investigadas à TV Anhanguera, o processo corre sob sigilo e, neste momento, os fatos ainda estão sendo apurados, sem definição de responsabilidade criminal.
De acordo com o relato do pai da criança, mesmo após decisão judicial que regulamentou as visitas quinzenais e a pensão alimentícia, ele conseguiu ver a filha apenas quatro vezes em 2025. Diante da situação, procurou o Conselho Tutelar e o Ministério Público, que acionaram a Justiça.
Durante uma diligência realizada por servidores do Fórum de Novo Gama na residência da investigada, uma bebê de apenas sete meses foi encontrada escondida em um quarto localizado nos fundos do imóvel. Inicialmente, as mulheres disseram que a criança seria filha de uma vizinha, mas a quantidade de leite infantil, um carrinho de bebê e outros indícios despertaram a suspeita dos profissionais.
As investigações apontam que, além da menina de dois anos, outras quatro crianças teriam sido entregues a três famílias diferentes ao longo dos últimos dez anos. Segundo a Polícia Civil, duas delas foram levadas para o estado de São Paulo, outra foi entregue a uma família do Distrito Federal quando tinha apenas dez meses de idade e um menino foi levado para Pirenópolis, em Goiás, aos três anos.

A delegada Wanessa Marinho informou que não há dúvidas quanto à maternidade das crianças, uma vez que existem certidões de nascimento e outros registros que comprovam o vínculo. Entretanto, a suspeita de pagamento pelas adoções ainda está sendo investigada. As famílias que receberam as crianças negaram qualquer negociação financeira.
Em depoimento, cada uma apresentou uma justificativa diferente. A mulher residente em São Paulo afirmou que desejava ser mãe, mas não podia ter filhos biológicos. A família do Distrito Federal declarou que acolheu uma das crianças por motivos humanitários. Já a família de Goiás alegou possuir parentesco distante com a mãe biológica e disse ter recebido a criança para ajudá-la.
A Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer as circunstâncias das adoções e verificar se houve prática de crimes relacionados à entrega irregular de crianças.
Fonte: g1 Goiás e TV Anhanguera.
JNF BRASIL – Jornal Nossa Folha – DF/GOIÁS
