Eduardo Pedrosa, Rôney Nemer e Renata D’Aguiar aparecem entre os possíveis concorrentes ao comando da Câmara Legislativa em 2027; mudança nas regras de recondução pode favorecer o atual presidente
Por Celso Alonso | BRASÍLIA 31/10/2026
A disputa pela presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para o biênio 2027-2028 começa a movimentar os bastidores da política brasiliense. Mesmo com a eleição da nova Mesa Diretora prevista apenas para o início do próximo ano, deputados distritais e lideranças partidárias já articulam alianças e avaliam possíveis candidaturas ao comando do Legislativo.
O atual presidente da Casa, Wellington Luiz (MDB), trabalha para permanecer no cargo e conquistar um terceiro mandato consecutivo. A possibilidade ganhou força após a aprovação, em primeiro turno, de uma Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELO) que modifica as regras de recondução dos integrantes da Mesa Diretora.
A alteração, entretanto, ainda precisa passar por votação em segundo turno e poderá enfrentar questionamentos jurídicos. A discussão envolve o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os limites para reeleições sucessivas nas mesas diretoras dos parlamentos.
Com a maior bancada da Câmara Legislativa, o Partido Liberal (PL) também pretende ampliar sua participação no comando da Casa. A legenda defende que sua representatividade parlamentar seja considerada na distribuição dos principais cargos da Mesa Diretora.
Nesse contexto, o deputado Eduardo Pedrosa aparece como um dos nomes cotados para disputar a presidência, caso o partido decida reivindicar o comando do Legislativo distrital.
A eventual candidatura representaria uma alternativa à permanência de Wellington Luiz e poderia ampliar a disputa entre as forças partidárias que compõem a Câmara.
A governadora eleita do Distrito Federal, Celina Leão (PP), terá papel importante nas articulações para a formação da futura base governista na CLDF. A presidência da Câmara é considerada uma posição estratégica para o relacionamento entre Executivo e Legislativo, especialmente na tramitação de projetos de interesse do novo governo.
Entre os nomes associados ao grupo político de Celina que aparecem nas conversas estão o deputado Rôney Nemer e a deputada Renata D’Aguiar. Ambos são apontados como possíveis alternativas para representar a futura base governista na disputa pela presidência.
A escolha dependerá das negociações entre os partidos, da composição da bancada aliada e dos acordos que serão construídos para a formação da Mesa Diretora.
Apesar da aprovação inicial da proposta que abre caminho para um novo mandato de Wellington Luiz, a possibilidade de recondução não está juridicamente consolidada.
O entendimento do STF sobre a alternância no comando dos parlamentos e os limites para reeleições consecutivas poderá influenciar diretamente o desfecho da disputa. Por isso, a eventual candidatura do atual presidente dependerá não apenas da aprovação definitiva da mudança na Lei Orgânica, mas também da segurança jurídica da medida.
A eleição da Mesa Diretora envolve mais do que a escolha do presidente. As negociações também passam pela distribuição das vice-presidências, secretarias e demais espaços de representação parlamentar.
Com o PL reivindicando protagonismo, o grupo da futura governadora buscando consolidar sua base e Wellington Luiz tentando assegurar a continuidade no comando da Casa, a sucessão na CLDF promete mobilizar as principais forças políticas do Distrito Federal.
Por enquanto, o cenário permanece aberto. A definição de quem comandará o Legislativo distrital a partir de 2027 dependerá da capacidade de articulação dos pré-candidatos, dos acordos partidários e dos desdobramentos jurídicos envolvendo a possibilidade de um terceiro mandato consecutivo.

