Page Nav

HIDE

Últimas notícias:

latest

CLDF - Violência contra a Mulher

Mãe é liberada após matar filho de 16 anos com facada durante briga em Minas Gerais

Polícia Civil entendeu que há indícios de legítima defesa; segundo a PMMG, adolescente teria arremessado garrafas contra a mãe antes de entrar em luta corporal com ela

Foto: Reprodução

Por Celso Alonso | BRASÍLIA 03/11/2026

Uma mulher de 35 anos foi liberada após prestar depoimento à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), depois de matar o próprio filho, de 16 anos, com uma facada no tórax. O caso ocorreu na noite de segunda-feira (2/11), em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. A Polícia Civil entendeu que existem indícios de que a mulher agiu em legítima defesa.

De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), os policiais foram acionados inicialmente para atender a uma ocorrência de tentativa de homicídio na Avenida Gil Pacheco de Magalhães, no bairro Planalto.

Ao chegarem ao endereço, os militares encontraram o adolescente, identificado como Keven Emanuel Gonçalves Sampaio, caído no chão e com ferimentos. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada, mas constatou que o jovem já estava morto. Ele apresentava uma perfuração no tórax provocada por arma branca.

Segundo informações apuradas pela PMMG, o adolescente tinha histórico de crises de esquizofrenia e, antes do episódio, teria arremessado garrafas contra a mãe. Na sequência, os dois teriam entrado em luta corporal.

Durante o confronto, a mulher teria utilizado uma faca para se defender e atingido o filho no tórax. O adolescente não resistiu ao ferimento e morreu ainda no local.

A mulher foi inicialmente presa em flagrante e encaminhada à Delegacia de Plantão de Governador Valadares. A perícia técnica esteve na residência, recolheu a faca utilizada na ocorrência e providenciou a remoção do corpo para o Instituto Médico-Legal (IML).

Após ouvir a mulher, a Polícia Civil decidiu não ratificar a prisão em flagrante, considerando os elementos apresentados durante a investigação inicial.

Em nota, a PCMG informou que a suspeita foi liberada diante dos indícios de que a ação ocorreu em contexto de legítima defesa.

“A prisão em flagrante não foi ratificada, diante dos indícios de que a conduta teria ocorrido em contexto de legítima defesa”, informou a corporação.

A liberação da mulher não representa, necessariamente, o encerramento do caso, que poderá continuar sendo apurado pelas autoridades para esclarecer as circunstâncias da morte.

Fonte: Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) / Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) / Metrópoles.

Latest Articles