Taxista morre baleado por clientes ao reagir a assalto jogando carro sobre PM

Casal de assaltantes do DF embarcou no carro e no meio da viagem cobrou dinheiro e o carro. Aos 46 anos, motorista foi atingido por tiro que atravessou banco e acertou as costas.

Por G1 DF
Policial Civil analisa carro onde taxista morreu baleado (Foto: TV Globo/Reprodução)

Um taxista do Distrito Federal morreu baleado nas costas depois de pegar um casal para corrida sem saber que eles eram assaltantes. O homem e a mulher entraram no banco de trás, como clientes. Partindo de Ceilândia com destino a Brazlândia, eles anunciaram o assalto no caminho, na DF-180, cobrando dinheiro e o carro. O taxista, de 46 anos, morreu ao reagir.

Ao avistar um carro da Polícia Militar, o motorista jogou o táxi para cima na esperança de chamar a atenção e pedir socorro. Então um dos passageiros atirou no taxista dentro do carro e fugiu. “No momento em que ele jogou o carro, o bandido disparou. A perícia vai constatar, mas nós já verificamos um tiro contra o banco que acertou o peito do motorista”, disse o sargento Mike Júnior.

O assaltante que atirou se escondeu em uma área de mata fechada. Foi preciso chamar apoio para conseguir encontrá-lo. “Eu vi que os dois colegas correram, com meu celular liguei no 16º [Batalhão Policial] e pedi apoio para as viaturas, então, foi a hora que todas as de Brazlândia foram até o local lá de mato, onde o rapaz estava escondido”, afirmou o sargento Rogério Santos.

Depois de um tempo de busca, os militares conseguiram prender Rogério Magalhães, de 20 anos, e a namorada dele, Daniele de Sousa, de 22 anos. Na delegacia, a polícia diz que ele confessou ter atirado no taxista.

No local do crime, a família lamentou o ocorrido. “Há muitos anos ele trabalhava como táxi, essa era a profissão dele. Trabalhava muito bem, era experiente”, contou uma prima dele, Maria Soares. Ele deixou quatro filhos – o mais novo, de 2 anos. “Todos os taxistas estão à mercê da segurança né. Não tem segurança pra eles, eles têm famílias, filhos. Como é que vão se sustentar?”, lamentou uma amiga da família, Cristina Paes.


Fonte - G1/Distrito Federal

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