Estado Islâmico matou 116 civis antes de ser expulso de cidade síria

Observatório Sírio de Direitos Humanos denunciou massacre

Soldados sírios se reúnem em al-Qaryatain - STRINGER / AFP
DAMASCO — O grupo terrorista Estado Islâmico executou ao menos 116 civis em Al Qaryatayn, na região central da Síria, antes de ser expulso da cidade no sábado por tropas de Damasco. Os ativistas do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) denunciou o massacre na manhã desta segunda-feira.

De acordo com o diretor da entidade, Rami Abdel Rahman, os assassinatos ocorreram durante os 20 dias em que os extremistas controlaram Al Qaryatayn. Em entrevista à agência France Presse, ele destacou que o massacre decorreu de uma represália contra as forças do governo de Bashar al-Assad. Os civis executados foram acusados de colaboração com o regime.

As tropas sírias e os combatentes aliados expulsaram os extremistas da localidade no último sábado depois de três semanas de controle do Estado Islâmico. O Comitê de Coordenação de Palmira, gerido por ativistas, publicou os nomes dos mortos e apontou que ao menos 35 levaram tiros e foram jogados em uma vala, segundo a Associated Press.

"Depois da retomada da cidade situada na província de Homs, os habitantes encontraram cadáveres nas ruas, nas casas e em outros lugares. Alguns foram assassinados com armas brancas, outros por bala", afirmou Rahman.

A cidade de Al Qaryatayn era símbolo de pacífica coexistência religiosa antes da deflagração da guerra civil, em 2011.

O grupo EI havia retomado no dia 1º de outubro a localidade, que tem uma minoria cristã e várias igrejas. Alguns templos foram vandalizados pelos jihadistas.

A organização extremista havia capturado a cidade pela primeira vez em agosto de 2015. Pouco menos de um ano depois foi expulsa. De acordo com o OSDH, o regime sírio forçou a retirada de mais de 200 membros do EI, que seguiram em direção a Badiya, o grande deserto do centro do país.


Fonte - O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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