Polícia e Caesb fazem ação contra 'gatos' na rede de água em Santa Maria, no DF

Famílias dizem que têm liminar e já pediram hidrômetros; Caesb cobra comprovação de posse. Em 2017, companhia removeu 1,6 mil ligações clandestinas; prejuízo é de R$ 43,5 milhões ao ano.

Por G1 DF

Polícia Civil faze operação para acabar com ligações clandestinas de água em Santa Maria
A Polícia Civil do Distrito Federal e a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) deflagraram operação, nesta quinta-feira (9), para desfazer ligações clandestinas de água em Santa Maria. A ação incluiu quadras residenciais e áreas não regularizadas do condomínio Porto Rico.
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Na AC 104, os fiscais flagraram um "gato" que abastecia 14 famílias, em sete lotes do conjunto B. Os moradores dizem que têm uma liminar da Justiça para ocupar o local, e que já solicitaram a instalação dos hidrômetros e da rede regular de abastecimento. A Caesb cobra documentos que provem a regularidade da terra.

"Na verdade, não foi ligado naquela área específica porque eles não comprovaram a propriedade. Por isso que foi negada a água, por diversas vezes", diz o coordenador do escritório da Caesb em Santa Maria, Carlos Alberto Vieira. Na operação, o cano irregular foi retirado.

Porto Rico

Mais à frente, as equipes de fiscalização chegaram à terceira etapa do Condomínio Porto Rico, que ainda não é regularizada. Segundo cálculos da Caesb, cerca de 200 casas têm ligação clandestina de água.

Toda essa rede saía de um "gato" principal, que foi cortado. "Eles só atendem onde tem hidrômetro, e já tem uma parte aqui da comunidade onde não vai ser atendido", afirma a presidente da associação de moradores do Porto Rico, Joana D'Arc.

Segundo a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), o condomínio Porto Rico está em fase de regularização. O projeto urbanístico já foi enviado para aprovação, mas a licença ambiental ainda está pendente no Ibram.

Milhares de ligações

Entre janeiro e outubro deste ano, a Caesb desfez 1.680 ligações clandestinas. O número corresponde a mais que o dobro dos 720 desligamentos registrados no mesmo período do ano passado. No período, a Polícia Civil fez 95 perícias – mais que o triplo do ano passado.

Desde fevereiro, o número de equipes dobrou, e a Caesb passou a usar monitoramento via satélite. De acordo com o sistema, há cerca de 41,3 mil pontos suspeitos de ligação clandestina em todo o DF – incluindo áreas urbanizadas e regularizadas. O prejuízo é estimado em R$ 43,5 milhões ao ano.


Fonte - G1/Distrito Federal

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