Vila Cauhy continua sob risco ambiental, diz GDF; região foi inundada em 2016

Período de chuvas representa ameaça para região irregular que fica ao lado do Núcleo Bandeirante. Desastre no ano passado ocorreu após Córrego Riacho Fundo transbordar.

Por Luiza Garonce, G1 DF

Rua da Vila Cauhy no Núcleo Bandeirante, no DF, ficou inundada após o transbordamento de um córrego nesta quarta (20) (Foto: Jéssica Nascimento/G1)

Inundada pelas chuvas no ano passado, quando cerca de 300 pessoas ficaram desalojadas, a Vila Cauhy está novamente entre as áreas de risco ambiental até o fim do período chuvoso, segundo o governo do Distrito Federal.

Para evitar outro desastre e perdas materiais, o subsecretário da Defesa Civil, Sérgio Bezerra, recomenda que a própria comunidade desenvolva ações para emitir alertas. "É possível conviver com o risco. No Rio de Janeiro é assim, em Veneza [na Itália]. Todas essas cidades foram construídas com riscos."

A Vila Cauhy fica ao lado do Núcleo Bandeirante às margens do Córrego Riacho Fundo, que transbordou em 2016. A região não é regularizada. "Jesus Cristo perdoa, mas a natureza não. Ela exige as leis que estabeleceu. Lugar de ocupação não pode ser próximo a córregos e rios", disse Bezerra.

Bombeiro em frente a residência alagada na Vila Cauhy (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
A região é apenas uma das 36 identificadas pelo GDF como áreas de risco neste período de chuva. Após fazer o mapeamento de 25% do território da capital, a Secretaria de Segurança Pública e a Defesa Civil identificaram 4.733 casas sob alerta em 18 regiões administrativas. Entre elas estão Santa Luzia, Sol Nascente, Vicente Pires, Arniqueiras, Vila Rabeiro, Porto Rico e Fercal.

"Todas elas estão ligadas à ocupação desordenada", disse subsecretário Sérgio Bezerra. "Algumas pessoas não respeitam nem a lei da gravidade."

Relembre

Alagamento pelo transbordamento do córrego Riacho Fundo em área da Vila Cauhy, no Núcleo Bandeirante (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
O alagamento na Vila Cauhy ocorreu em 20 de janeiro de 2016. Na época, o governo anunciou a liberação de R$ 408 de bolsa emergencial para as famílias afetadas pela chuva. As pessoas desalojadas, que tiveram as casas alagadas, também receberam cestas básicas e colchões. Ninguém se feriu e todos os atingidos receberam assistência médica e alimentar.

Segundo o GDF, as águas que escoam na área vêm principalmente do Riacho Fundo e de Samambaia. Por isso, no ano passado, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab) informou que duas bacias de contenção haviam sido construídas no Riacho Fundo para evitar novos alagamentos. As obras custaram R$ 4,86 milhões.

Fonte - G1/Distrito Federal

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