O “dia D” para Jaqueline Silva


Candidata mais votada nas eleições locais e com votação suficiente para ocupar uma das 24 cadeiras na CLDF, aguarda decisão do TSE para concretizar um sonho ou reiniciar a caminhada. 

Na próxima quarta-feira (5), o TSE irá julgar o recurso apresentado pelo PTB em relação a impugnação da candidatura de 32 candidatos do partido. O TRE entendeu que a legenda não apresentou no prazo legal a filiação desses candidatos. Com isso, a Justiça Eleitoral liberou os representantes da sigla para fazerem campanha, mas os votos desses petebistas estão sub judice e não foram contabilizados. 

Especialista afirmam haver dificuldade da reversão da decisão, tendo em vista o colegiado ter impugnado as candidaturas por unanimidade ao não entenderem haver quaisquer erros por parte do órgão no registro das candidaturas. 

Caso haja reviravolta no entendimento da Corte, Jaqueline Silva que foi candidata a deputada distrital e obteve 13.044 votos, ocupará uma das 24 cadeiras, realizando um sonho antigo da cidade que é o de possuir um representante na Câmara Legislativa. Agora, caso o entendimento seja contrário ao pedido formulado pelo partido e a decisão ser mantida, Jaqueline terá que recomeçar a caminhada visando 2022. 

Entenda o caso 

De acordo com o TRE, o partido não teria comprovado a filiação dos candidatos dentro do prazo e, por isso, tornaram-se inelegíveis. A sigla afirma ter ocorrido um problema técnico no sistema, usando essa tese no recurso apresentado junto ao TSE, que será julgado na próxima quarta-feira. 

Diante do problema, o órgão notificou os candidatos para que resolvessem suas pendencias. Três desses conseguiram registros e os demais, segundo informações, deixaram a cargo do partido e com isso desencadeou o problema. 

Caso a decisão seja favorável ao partido, pelo que se entende, Jaqueline ocupará a vaga que seria ocupada pela deputada reeleita Telma Rufino. Todavia, especialistas afirmam que, nesse caso terá de haver uma recontagem dos votos e assim, ainda não é possível apontar com precisão quem ficaria de fora. 

Enquanto o “dia D” não chega a população de Santa Maria, correligionários e a própria Jaqueline Silva estão ansiosos pelo desfecho dessa história e que o resultado seja positivo para o projeto político desenhado por ela, visando o crescimento da cidade em todos os aspectos. “Somente o fato da cidade possuir independência política, ao ter um deputado distrital eleito pela população já é fundamental para almejarmos o seu crescimento”, afirmou uma liderança local. 

Jaqueline Silva, que disputou a quarta eleição em 2018, exerce liderança política da cidade. Começou sua carreira política em 2006, quando se candidatou pela primeira vez ao cargo de deputada distrital, aonde obteve 1.165 votos. Em 2010 concorreu novamente ao cargo obtendo 4.858 votos. Incentivada pela equipe, marido e também pelo filho, ela concorreu novamente em 2014 e desta vez, os votos recebidos saltou para 9.444, chegando perto da cadeira no Legislativo. Concorrendo pela quarta vez, Jaqueline chegou aos 13.044 votos (que estão sob judice), mas devido a um problema junto ao TRE, foi prejudicada e aguarda a decisão para poder definir o seu destino político. 

Uma coisa é certa, Jaqueline é uma candidata em ascensão que ao longo dos anos vem mostrando amadurecimento político e conquistando a simpatia de eleitores. Caso consiga reverter a decisão, especula-se que será uma excelente parlamentar. Todavia, se não reverter, o futuro político estará garantido, pois, se levar em consideração o retrospecto, com toda certeza, em 2022, alcançará os 20 mil votos, podendo assim, realizar o grande sonho de ser deputada distrital por Santa Maria. 


Fonte - Agência Satélite




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