A família da menina não tem condições financeiras de adquirir os equipamentos, por isso lançou vaquinha on-line

IMAGENS CEDIDAS AO METRÓPOLES

Maria Beattriz, 2 anos, teve as duas mãos amputadaspor consequência de uma infecçãogeneralizada. Para dar uma qualidade de vida melhor à menina, uma vaquinha on-line foi organizada pela mãe dela, Gisely da Mota Santana, 26, para arrecadar o dinheiro que possibilitaria a compra de próteses. A família mora na Candangolândia e não possui condições financeiras de adquirir os equipamentos.

Gisely conta o drama vivido pela família. A dona de casa é casada com Marcos Wilian da Costa, 28 anos, que trabalha em um supermercado. Em junho deste ano, eles levaram a criança ao hospital, alarmados com o que parecia ser uma otite.

O médico passou uma pomada para tratar o que afirmava ser uma assadura – a região genital estava vermelha e inchada. Mas, alguns dias depois, Bia apresentou um quadro pior. “Eu a levei à policlínica, pois não estava mais fazendo xixi. De lá a encaminharam direto para o Hmib [Hospital Materno Infantil de Brasília]”, conta a mãe.

Em 4 de junho, a criança deu entrada no Hmib, com suspeita de síndrome de Fournier, uma doença rara provocada por infecção bacteriana. A enfermidade afeta a região genital e provoca a morte das células, levando ao surgimento de sintomas semelhantes aos da gangrena, como pele escurecida e inchaço da região.

De acordo com a mãe, Maria Beattriz estava com “ectima gangrenoso de vulva”, raro principalmente em crianças: foi constatado que uma bactéria atingiu a corrente sanguínea da criança e evoluiu para um choque séptico, o que tornou o estado dela gravíssimo.


Maria Beattriz teve as mãos amputadas em decorrência de uma infecção generalizada - Imagens cedidas ao Metrópoles
Bia se recupera da cirurgia. Problema foi causado por uma bactéria que entrou em sua corrente sanguínea Imagens cedidas ao Metrópoles
Ela ficou 19 dias na UTI, em coma induzido - Imagens cedidas ao Metrópoles
Houve várias complicações, incluindo até uma pneumonia durante a internação - Imagens cedidas ao Metrópoles
“Ela teria que amputar o antebraço, mas o médico conseguiu evitar, fazendo um desvio e salvando boa parte do tecido”, diz a mãe - Imagens cedidas ao Metrópoles
A criança passou por todo o processo pelo SUS. Segundo a mãe, o quadro piorou devido à baixa imunidade da menina - Imagens cedidas ao Metrópoles
O sangue saiu das extremidades do corpo, causando necrose nas mãos - Imagens cedidas ao Metrópoles
Ela também teve que amputar três dedos dos pés - Imagens cedidas ao Metrópoles

Bia, como é chamada, foi internada na unidade de terapia intensiva (UTI) e entubada, ficando em coma induzido por 19 dias. Durante esse período, o coração da criança estava fraco, os rins dela entraram em falência, e foi necessária uma diálise.

Segundo a mãe, ela começou a melhorar depois do processo. Mas, para que seus órgãos voltassem a funcionar normalmente, sem depender dos remédios e aparelhos, o sangue deixou as extremidades do seu corpo para alimentar o essencial à sobrevivência. Os membros acabaram ficando isquêmicos, ou seja, com ausência de suprimento sanguíneo e, consequentemente, de oxigênio.

O problema levou à amputação das duas mãos de Bia e de três dedos do pé esquerdo, em uma cirurgia feita em 1° de julho. “Ela teria que amputar o antebraço, mas o médico conseguiu evitar, fazendo um desvio e salvando boa parte do tecido”, lembra a mãe, que fez todos os procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A criança teve alta e se recupera bem, porém ainda precisa voltar ao hospital a cada três dias para trocar os curativos, permitindo que o braço termine de cicatrizar e não correndo risco de uma nova amputação. Bia vai começar a reabilitação para se adaptar ao novo estilo de vida.

“Ela está se adaptando, mas pode ter uma qualidade de vida ainda melhor com próteses funcionais. Só que elas custam muito caro, de R$ 100 mil a R$ 150 mil. Nós não temos condições de arcar sozinhos com esse gasto. Ainda mais porque ela precisará trocá-las constantemente, até que pare de crescer”, disse a mãe da criança.

Além disso, continua a dona de casa, “Bia também precisa de palmilhas especias para que possa andar sem sentir dor, as quais custam cerca de R$ 800 cada par. Precisamos muito de ajuda para que ela tenha a vida mais normal possível, e creio que tem gente de bom coração por aí”.

Quem quiser ajudar Bia com doações pode acessar o link para a vaquinha on-line, clicando aqui.
Veja vídeo da criança: