Ex-deputado, que cumpre prisão domiciliar no processo que o investiga por ataques às instituições democráticas, foi aclamado em convenção do partido, em Brasília
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Em prisão domiciliar, Roberto Jefferson é lançado candidato à Presidência Reprodução
O PTB lançou oficialmente nesta segunda-feira a candidatura do ex-deputado federal Roberto Jefferson à Presidência da República. Condenado no processo do Mensalão, o presidente de honra do partido cumpre prisão domiciliar no âmbito do inquérito que o investiga por suspeitas de ataques às instituições democráticas.
O nome do ex-parlamentar foi aprovado por aclamação em convenção do PTB realizada em um hotel, em Brasília. Segundo o próprio Jefferson, a candidatura dele tem como objetivo servir como linha auxiliar da campanha do presidente Jair Bolsonaro, que disputa a reeleição ao mesmo cargo. A candidatura, contudo, pode ter problemas judiciais, já que ele cumpre prisão domiciliar.
Jefferson não pôde comparecer ao evento por causa da medida restritiva, e mandou um vídeo no qual afirmou que o plano "é somar forças". Na visão dele, Bolsonaro estaria "sozinho" na disputa, "enquanto a esquerda se apresenta como um polvo com tentáculos na forma de múltiplas candidaturas".
---- A nossa ação não se apõe a Bolsonaro, confronta a abstenção, preenchendo alguns nichos de opção do eleitorado direitista. Temos que derrotar essa artimanha, o PTB tem que ter candidato próprio, (...) ofereço o meu nome, Roberto Jefferson, para disputar a eleição presidencial --- disse ele, na reunião.
O deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), que também discursou durante a convenção, deu mais detalhes sobre o plano do dirigente do PTB. Segundo ele, Jefferson deve usar a campanha para "expor aquilo que Bolsonaro não pode sem ser perseguido".
— Ele vai fazer um serviço à sociedade, entregando a verdade contra os ministros da Suprema Corte, para que o presidente Jair Bolsonaro possa seguir tranquilo a sua candidatura, contando com o apoio da bancada petebista. Nós somos apoio direto ao presidente Jair Bolsonaro — afirmou Silveira, que também foi alvo de inquérito no Supremo.
Fonte - O Globo
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