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EM CAMPANHA - Patriotismo e críticas à esquerda marcam primeiro comício de Bolsonaro

Assim como Lula, Bolsonaro iniciou sua agenda de comícios por Minas Gerais, estado com maior colégio eleitoral do Brasil

Reprodução/Redes sociais

Belo Horizonte – O presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), marcou presença em Minas Gerais nesta quarta-feira (24/8), estado que possui o maior colégio eleitoral do país.

A tática segue o mesmo caminho escolhido pelo seu principal opositor nas urnas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que dias atrás também iniciou sua campanha à Presidência com um discurso na Praça Rui Barbosa (Praça da Estação), na região central de Belo Horizonte.

Diferentemente de Lula, Bolsonaro preferiu fazer seu primeiro comício na Praça da Liberdade, localizada na região da Savassi, bairro nobre da cidade. O atual chefe do Executivo aproveitou a ocasião para defender a aprovação do excludente de ilicitude, exaltar o patriotismo e repetir críticas à esquerda.

O discurso a apoiadores foi realizado no fim da tarde desta quarta-feira, após extensa agenda na capital mineira, com direito a encontro com prefeitos e lideranças religiosas.

Jair Messias Bolsonaro, nascido em 1955, é um capitão reformado do Exército e político brasileiro. Natural de Glicério, em São Paulo, foi eleito 38º presidente do Brasil para o mandato de 2018 a 2022.

Descendente de italianos e alemães, Bolsonaro recebeu o primeiro nome em homenagem ao jogador Jair Rosa Pinto, do Palmeiras, e o segundo, Messias, atribuído por Olinda Bonturi, mãe do presidente, a Deus, após uma gravidez complicada. Na infância, era chamado de Palmito pelos amigos.

Ingressou no Exército aos 17 anos, na Escola Preparatória de Cadetes. Em 1973, foi aprovado para integrar a Academia Militar de Agulhas Negras (Aman), formando-se quatro anos depois.

Dentro do Exército, Bolsonaro também integrou a Brigada de Infantaria Paraquedista, serviu como aspirante a oficial no 21º e no 9º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC), cursou a Escola de Educação Física do Exército, serviu no 8º Grupo de Artilharia de Campanha Paraquedista e, em 1987, cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais.

Em 1986, Jair foi preso por 15 dias, enquanto servia como capitão, por ter escrito um artigo para a revista Veja criticando o salário pago aos cadetes da Aman. Contudo, dois anos após o feito, foi absolvido das acusações pelo Superior Tribunal Militar (STM).

Em 1987, novamente respondeu perante o STM por passar informação falsa à Veja. Na ocasião, o até então ministro do Exército recebeu da revista um material enviado pelo atual presidente sobre uma operação denominada Beco Sem Saída, que teria como objetivo explodir bombas em áreas do Exército como protesto ao salário que os militares recebiam.

A primeira investigação realizada pelo Conselho de Justificação Militar (CJM) concluiu que Bolsonaro e outros capitães mentiram e determinou que eles deveriam ser punidos. O caso foi levado ao Superior Tribunal Militar, que, por outra vez, absolveu os envolvidos. De acordo com uma reportagem da Folha à época, foi constatado pela Polícia Federal que, de fato, a caligrafia da carta enviada à Veja pertencia a Jair.

Em 1988, Bolsonaro foi para a reserva do Exército, ainda com o cargo de capitão, e, no mesmo ano, iniciou a carreira política. Em 1988, foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro e, em 1991, eleito deputado federal. Permaneceu como parlamentar até 2018, quando foi eleito presidente da República.

Durante a carreira, Bolsonaro se filiou a 10 legendas: Partido Democrata Cristão (PDC), Partido Progressista Reformador (PPR), Partido Progressista Brasileiro (PPB), Partido da Frente Liberal (PFL), Partido Progressistas (PP), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Democratas (DEM), Partido Social Cristão (PSC), Partido Social Liberal (PSL) e, atualmente, Partido Liberal (PL).

É casado com Michelle Bolsonaro, 40 anos, e pai de Laura Bolsonaro, 11, Renan Bolsonaro, 24, Eduardo Bolsonaro, 37, Carlos Bolsonaro, 39, e Flávio Bolsonaro, 40, sendo os três últimos também políticos.

Em 2018, enquanto fazia campanha eleitoral, Jair foi vítima de uma facada na barriga. Até hoje o atual presidente precisa se submeter a cirurgias por causa do incidente.

Foi eleito Presidente do Brasil com 57.797.847 votos no segundo turno.

Programas sociais, como o Vale-gás, Alimenta Brasil, Auxílio Brasil e o auxílio emergencial durante a pandemia da Covid-19, por exemplo, foram lançados como forma de beneficiar a população menos favorecida que na ocasião possuía mais dificuldades de enfrentamento da pandemia.

Após motociata realizada por Bolsonaro, sua extensa comitiva presidencial e apoiadores se dirigiram da Praça da Pampulha à Praça da Liberdade, para comício organizado pelo vereador e candidato a deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e pelo deputado estadual Bruno Engler (PL).

Outros de seus apoiadores no estado são o ex-ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio (PL); o senador Carlos Viana (PL-MG), candidato ao governo de Minas; o ex-prefeito da cidade de Betim, Vittorio Medioli (sem partido); e o deputado estadual Sargento Rodrigues, autor da frase “os inimigos do presidente também são nossos inimigos”.

Comício

Ao chegar ao local do comício, o presidente foi ovacionado com palavras de “mito” e “capitão do povo”. Apoiadores intensificaram gritos de guerra, como “Globo lixo” e “Lula ladrão, o seu lugar é na prisão”. Entre xingamentos à imprensa e a oração do Pai Nosso, o comício foi iniciado.

O presidente iniciou o seu discurso agradecendo a honra de retornar ao estado “onde renasceu”. Em pouco mais de 15 minutos de fala, ele voltou a criticar a esquerda e defendeu as chamadas pautas de costumes, contra a ideologia de gênero, a liberação das drogas e a legalização do aborto, por exemplo.

Em determinado momento, ele disse que seu governo “não tem medo de armar o cidadão de bem”. Bolsonaro também voltou a defender o excludente de ilicitude.

Em referência ao ex- presidente Lula, Bolsonaro disse: “Um grande orgulho que tenho é saber que naquela cadeira em Brasília não tem um comunista sentado”. E acrescentou: “O país que prende padres. Esse é o país que o Lula defende”.

Fonte - Metrópoles *com adaptações

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