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HABITAÇÃO - Futura cidade do DF tem mais casos de violência contra a mulher do que roubos

Água Quente, futura região administrativa do DF, tem mais crimes relacionados à Lei Maria da Penha do que qualquer outra natureza neste ano

Hugo Barreto/Metrópoles

Água Quente será mais uma região administrativa no Distrito Federal, em ato que pode ser enviado à Câmara Legislativa até dezembro. Junto à formalização da cidade, o governo tem o desafio lidar com a violência contra a mulher na região. Neste ano, a maior parte dos crimes registrados foram enquadrados na Lei Maria da Penha.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) adiantou que vai enviar à CLDF ainda neste ano as propostas para criação das regiões administrativas de Araponga — que faz parte de Planaltina —, e Água Quente — dentro do Recanto das Emas, fazendo divisa com Samambaia e Santo Antônio do Descoberto (GO). Essa segunda nasceu como uma área rural e ainda enfrenta problemas de acesso a serviços básicos.

A falta de segurança é um dos gargalos. A área é atendida pela 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), que fica a quase 30 minutos de distância, de carro, das avenidas centrais. Isso dificulta a realização de ocorrências e pode gerar a chamada subnotificação, que é quando há casos não registrados.

Mesmo assim, entre janeiro e outubro, Água Quente já somava 58 casos de Lei Maria da Penha registrados pela Polícia Civil. Essa é a natureza mais comum dos crimes na região neste ano, seguido por estelionato, injúria, ameaça e lesão corporal dolosa, respectivamente.

A cidade tem três vezes mais agressões contra mulheres do que roubos a pedestres, por exemplo. Roubos a transeuntes foram comunicados 19 vezes. Furtos diversos, 20. Nas paredes de comércios e casas espalhadas por Água Quente, os moradores encontram pichações com avisos como: “Não roube na quebrada, porque você pode morrer se roubar a mãe de bandido”, além de menções a organizações criminosas.

Pichações com ameaças são vistas pelas ruas

Raio-x

O Metrópoles esteve na região em outubro e fez um raio-x do local. Sem o status de cidade, os 30 mil habitantes não têm acesso a asfalto, hospitais, saneamento e qualidade de vida igual a outros moradores da capital.

Água Quente é uma região que começou a ser formada na década de 1990, dentro do Recanto das Emas, sendo predominantemente rural. Os moradores foram conquistando direitos como água tratada e energia elétrica, que hoje alcançam quase toda a população, mas ainda enfrentam problemas de infraestrutura. O asfalto, por exemplo, não existe em dois terços do território.

Fonte - Metrópoles

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