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Por Ana Maria Campos

O secretário de Governo do DF, José Humberto Pires, já fala abertamente sobre a possibilidade de disputar a próxima eleição.

Em entrevista ao programa CB.Poder, que foi ao ar, ontem, na TV Brasília, nas redes sociais do Correio e nos principais tocadores de podcast do país, José Humberto disse que está aberto a todos os caminhos que forem pactuados por seu grupo político, liderado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). Mas o secretário deixou claro que não pretende criar qualquer ponto de atrito que cause um rompimento ou desunião de seu grupo. “Nosso maestro é o governador e cabe a ele definir os rumos”, sustenta.
Sem atropelos

Uma resistência familiar para que José Humberto fosse candidato em eleições passadas já não existe mais. Ele tem trabalhado muito como o “gerentão” do governo Ibaneis e está satisfeito com a escolha que fez de voltar ao Executivo.

Neste mês, ele completa 70 anos e sabe que o momento é agora para entrar para a vida pública. Ele, no entanto, não tem o perfil de atropelos, e a vice-governadora Celina Leão (PP) é o nome lançado para a sucessão de Ibaneis no Palácio do Buriti.

Adversária mais forte

Entre integrantes do grupo político de Ibaneis Rocha, a avaliação é de que o nome mais competitivo na esquerda, hoje, é a deputada Érika Kokay (PT-DF). Mas para o Legislativo. Eles avaliam que a petista tem uma reeleição certa para a Câmara dos Deputados e uma possível vitória se concorrer ao Senado, embora o embate seja duro, caso Ibaneis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) sejam candidatos.

Duas CPIs contra uma

Uma manobra regimental conduzida pela base governista na Câmara Legislativa vai impedir a criação e instalação da CPI da Saúde cujo requerimento obteve oito assinaturas — o número necessário — na semana passada. Edição extraordinária do Diário da Câmara Legislativa de ontem apresenta pedidos de abertura de duas CPIs: um requer a criação de comissão para “investigar fraudes na arrecadação do ICMS” e o outro, com a finalidade de investigar “a prática de crimes de violência e assédio sexual contra mulheres no Distrito Federal”. De acordo com o Regimento Interno da Câmara Legislativa, as CPIs serão instaladas respeitando a ordem cronológica do protocolo, salvo deliberação diversa do Colégio de Líderes. E ainda que não se criará comissão parlamentar de inquérito enquanto estiverem funcionando pelo menos duas, salvo mediante requerimento subscrito pela maioria dos membros da Câmara Legislativa.

Vultosas devoluções de créditos

Requerida pelo líder do governo na Câmara Legislativa, Robério Negreiros (PSD), e pelos deputados Hermeto (MDB), Pepa (PP), Iolando (MDB), Rogério Morro da Cruz (PRD), Joaquim Roriz Neto (PL), Doutora Jane (MDB), Eduardo Pedrosa (União) e Roosevelt Vilela (PL), a CPI do ICMS tem como fundamento “veiculações midiáticas das vultosas devoluções de créditos tributários sonegados dos cofres do Distrito Federal, principalmente via sonegação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)”.

Violência doméstica

Já o segundo requerimento apresenta dados de violência doméstica e de casos de feminicídio no DF ao longo dos últimos anos.

O pedido de CPI é assinado pelos deputados Pastor Daniel de Castro (PP), Iolando (MDB), Roosevelt Vilela (PL), Martins Machado (Republicanos), Pepa (PP), Jaqueline Silva (MDB), Thiago Manzoni (PL) e Robério Negreiros (PSD).

Críticas a Haddad

O senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou, em pronunciamento ontem, a recente declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que “fantasminhas” estão fazendo a cabeça das pessoas e prejudicando o plano de desenvolvimento do país.

Para o senador, essa frase, dita perante a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, é uma tentativa de justificar o que o parlamentar considera a desordem econômica atual: “A queixa do ministro de que o mercado é influenciado por forças invisíveis, sugerindo a presença de espíritos que perturbam o progresso econômico, é no mínimo uma viagem ou ilusão de quem faz algumas viagens mentais esquisitas.

O ministro sabe que a realidade é que o mercado financeiro não é movido por fantasmas, e, sim, por decisões e políticas concretas, que, quando mal geridas, resultam desastres previsíveis”, discursou.
Soluções sem embate judicial

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) recebeu 10.363 demandas, como divórcio, reconhecimento de paternidade, guarda, pensão alimentícia, reconhecimento de união estável e partilha de bens, no período de abril de 2021 a maio de 2024, para solucionar questões de família por meio da mediação. “O número representa um marco expressivo na desjudicialização e na resolução adequada dos conflitos familiares”, afirma a juíza Marina Xavier, coordenadora do Núcleo Virtual de Mediação e Conciliação de Família (Nuvimec/Fam). De acordo com a magistrada, o dado “demonstra a crescente busca pelas famílias do Distrito Federal pela solução consensual de suas questões”.

A pergunta que não quer calar

Com a saída do ministro Alexandre de Moraes da presidência do TSE, o embate com o bolsonarismo vai arrefecer?


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