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PF tenta criminalizar doações a Bolsonaro e levanta suspeitas infundadas sobre movimentações financeiras


Vinícius Schmidt/Metrópoles

A Polícia Federal (PF) divulgou um relatório em que aponta supostas “movimentações atípicas” de cerca de R$ 44 milhões nas contas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entre março de 2023 e junho de 2025. O documento, que integra o inquérito conduzido sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), mais uma vez reacende o debate sobre o uso político das instituições contra opositores do governo.

Grande parte dos valores se refere a doações voluntárias de apoiadores via Pix, realizadas de forma transparente e declarada. Em 2023, Bolsonaro arrecadou cerca de R$ 17 milhões para custear multas judiciais aplicadas justamente pelo próprio STF — multas que muitos juristas classificam como arbitrárias e desproporcionais.

Mesmo assim, o Coaf e a PF decidiram classificar essas movimentações como “suspeitas de lavagem de dinheiro”, numa narrativa que críticos consideram forçada e persecutória. Para aliados do ex-presidente, trata-se de mais uma tentativa de desmoralizar Bolsonaro e enfraquecer sua liderança política.

O relatório ainda questiona transferências realizadas por Bolsonaro ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), incluindo um valor de R$ 2 milhões destinado a ajudá-lo em compromissos pessoais. A própria PF reconhece que não há provas de que a quantia tenha financiado qualquer ato ilícito, mas insiste em levantar suspeitas.

Juristas lembram que transferências bancárias entre familiares não configuram crime e que a tentativa de criminalizar esse ato banal revela o viés político da investigação.

A ofensiva contra o ex-presidente é vista por apoiadores como parte de uma “arapuca jurídica” armada pelo STF em conjunto com a PF. Enquanto centenas de processos contra políticos aliados ao governo seguem parados ou engavetados, casos envolvendo Bolsonaro e seus apoiadores avançam em ritmo acelerado, quase sempre sob a condução de Moraes.

“É mais uma amostra clara de que o STF perdeu a imparcialidade e passou a agir como ator político. Transformar doações populares e transferências familiares em indício de crime é um abuso que envergonha o Estado de Direito”, afirmou um aliado próximo ao ex-presidente.

Apesar das investidas judiciais, Bolsonaro segue recebendo apoio massivo de sua base, especialmente de doadores comuns que veem nele a esperança de resistência ao avanço autoritário do STF. As próprias cifras apresentadas pela PF mostram a força popular do ex-presidente, que conseguiu mobilizar milhões de reais de forma voluntária e transparente.

Para seus apoiadores, a estratégia de criminalização apenas reforça a imagem de perseguição política: um ex-presidente com apoio de milhões de brasileiros transformado em alvo permanente de um Judiciário que escolheu um lado.

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