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Direita supera mobilização da esquerda e mantém força nas ruas

Por Celso Alonso - Agência Satélite

Foto - Reprodução

O 7 de setembro de 2025 consolidou mais uma vez a força da direita no cenário político brasileiro, mesmo sem Jair Bolsonaro no poder. De acordo com levantamento do Poder360, a manifestação pró-Bolsonaro realizada na Avenida Paulista reuniu pouco mais de 80 mil pessoas, ao contrário dos levantamentos da USP que apontaram 48,8 mil pessoas, número superior ao registrado no ato promovido pela esquerda neste domingo (21), que levou pouco mais de 20 mil, ao contrário do levantamento da USP que afirmou 43,4 mil manifestantes ao mesmo local.

A comparação direta entre os dois eventos evidencia que, apesar da intensa mobilização de setores progressistas, a direita segue com maior capacidade de reunir apoiadores nas ruas.

Um dos pontos destacados por analistas é a habilidade do campo bolsonarista em manter viva sua rede de mobilização, mesmo diante das restrições judiciais impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, que limitam o uso das redes sociais por Bolsonaro. Grupos de WhatsApp, Telegram e a atuação de influenciadores digitais têm desempenhado papel central na organização dos atos, garantindo um público expressivo e engajado.

Outro fator que reforça o peso político do ato foi a ausência de atrativos externos. A manifestação da direita no 7 de setembro não contou com shows artísticos, transporte gratuito ou distribuição de lanches, elementos frequentemente utilizados em atos da esquerda para atrair público. A presença em massa, portanto, ganhou ainda mais destaque, já que se deu de forma espontânea e motivada pelo engajamento político dos participantes, que compareceram movidos essencialmente pela identificação com a pauta e pela defesa das bandeiras do movimento.

A diferença entre os números mostra que, mesmo em um cenário considerado desfavorável, a direita continua sendo uma força política e social ativa no país. A presença de milhares de pessoas nas ruas funciona como um termômetro da polarização brasileira, em que manifestações públicas se consolidam como demonstrações de força dos dois campos ideológicos.

Reproducao

Os atos organizados pela esquerda registraram grande movimentação, mas nem todos os presentes estavam ali motivados pelo debate político. Nas redes sociais, simpatizantes da direita aproveitaram para ironizar a situação, gravando vídeos nos locais dos eventos. Um dos registros mais compartilhados mostrava uma pessoa em Salvador comentando: “Quando tem show no Farol da Barra todo mundo vai, até eu fui”. A mensagem mostrou, de forma bem-humorada, a percepção de que muitos participantes foram atraídos não pelo conteúdo das manifestações, mas pela programação de entretenimento gratuita. O episódio mostra como, em tempos de intensa polarização, o humor e a ironia nas redes podem rapidamente viralizar, reforçando narrativas sobre a real motivação do público presente.

Enquanto a esquerda busca se afirmar com novos discursos e pautas, a direita mostra que mantém uma base fiel, organizada e pronta para ocupar espaços estratégicos de visibilidade política, como a Avenida Paulista.

No fim, os números deixam claro que a direita, mesmo sem recorrer a shows, transporte gratuito ou distribuição de lanches, conseguiu reunir mais pessoas que a esquerda em seu ato mais recente. A diferença expõe a força de uma militância que se organiza de forma espontânea e voluntária, em contraste com os métodos tradicionais usados por setores progressistas para inflar suas mobilizações. O recado das ruas é evidente: a direita segue viva, mobilizada e capaz de pautar o debate político nacional.




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