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Janjômetro evidencia gastos da primeira-dama e provoca críticas sobre uso de recursos públicos

Por Celso Alonso - Agência Satélite

Reprodução Instagram

O Janjômetro, plataforma criada pelo deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil-SP), tem chamado atenção ao detalhar os gastos públicos atribuídos à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. O site reúne informações de reportagens, do Diário Oficial da União e do Portal da Transparência, oferecendo uma visão ampla das despesas relacionadas à esposa do presidente.

Segundo os dados compilados, os gastos atribuídos à primeira-dama cresceram de aproximadamente R$ 63 milhões em novembro de 2023 para R$ 117 milhões em fevereiro de 2024, em um período de apenas três meses. Entre os itens que mais chamam atenção estão a viagem a Roma, entre 9 e 13 de fevereiro, com passagens executivas de cerca de R$ 34,1 mil, e os custos da comitiva que acompanhou Janja, totalizando aproximadamente R$ 292,3 mil em passagens e diárias.

Além das viagens internacionais, a plataforma destaca eventos públicos, como o apelidado “Janjapalooza”, realizado no contexto da Cúpula do G-20 Social, financiado por estatais, bem como despesas com hospedagens, diárias e deslocamentos oficiais.

Críticos da primeira-dama argumentam que o volume de gastos levanta questões sobre o uso de recursos públicos em atividades que muitas vezes possuem caráter cultural ou representativo, mas que acabam gerando percepção de luxo e excessos. A rapidez no aumento do montante monitorado pelo Janjômetro tem sido apontada como um exemplo de descontrole ou falta de moderação em despesas associadas à figura da primeira-dama.

Reprodução Instagram

A plataforma também desperta debate sobre transparência e imparcialidade. Enquanto apoiadores afirmam que o Janjômetro ajuda a população a acompanhar como o dinheiro público é usado, críticos lembram que nem todos os valores podem ser atribuídos diretamente a Janja, já que parte das despesas refere-se a compromissos oficiais ou projetos culturais do governo. Além disso, o acesso a detalhes mais específicos exige cadastro com nome, e-mail e telefone, o que limita a transparência prometida.

O Janjômetro tornou-se, assim, uma ferramenta central no debate sobre controle de gastos públicos e responsabilidade na administração dos recursos ligados à primeira-dama, levantando questionamentos sobre a necessidade de maior fiscalização e critérios mais claros para o uso de verbas em eventos e viagens oficiais.

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