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Tarcísio defende anistia a condenados do 8 de Janeiro e classifica situação de Bolsonaro como "triste"

- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) (E), visita nesta segunda-feira, 29, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar em Brasília. — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Por Celso Alonso - Agência Satélite

BRASÍLIA — O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta segunda-feira (29) a concessão de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, ao afirmar que a medida pode contribuir para a “pacificação” do país. A declaração foi dada após uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília.

Durante entrevista a jornalistas após o encontro, Tarcísio também comentou o estado de saúde de Bolsonaro, classificando como “triste” a situação do ex-presidente. Segundo o governador, o momento exige solidariedade por parte dos aliados.

"O presidente está passando por um momento difícil. É nesse momento difícil que os amigos têm que aparecer, têm que dar a mão, têm que prestar solidariedade. É muito triste ver o presidente na situação em que ele está, conversando e soluçando", disse.

Anistia como caminho de reconciliação

Tarcísio defendeu a aprovação de uma proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, argumentando que muitos dos condenados “não sabiam o que estavam fazendo” e que a medida pode ajudar o país a seguir em frente.

"Eu acredito, sim, em um caminho de pacificação. Acho que muitas pessoas que estão presas já entenderam que toda depredação é deplorável, é condenável. [...] A minha opinião é que eu acredito que o caminho para a pacificação é a anistia", afirmou.

Ele também comentou sobre o Projeto de Lei da Anistia, atualmente relatado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que propõe a redução das penas de alguns condenados — o chamado “PL da Dosimetria”. Segundo Tarcísio, essa proposta “não satisfaz” parte dos apoiadores do ex-presidente.
Sem discussão sobre eleições de 2026

Apesar da especulação em torno de uma possível candidatura à Presidência da República, o governador negou que o assunto tenha sido tratado durante a visita. Ele reafirmou a intenção de disputar a reeleição ao governo de São Paulo em 2026.

“Sou candidato à reeleição. Não falamos sobre candidatura presidencial”, garantiu.

Tarcísio também destacou sua relação com Bolsonaro, a quem atribuiu importância em sua trajetória política. Esta foi a segunda visita do governador ao ex-presidente desde que a prisão domiciliar foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por descumprimento de ordens judiciais. O encontro teve duração de aproximadamente três horas e contou com a presença dos filhos de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Jair Renan (PL-SC).

Agenda em Brasília

Além da visita ao ex-presidente, o governador se reuniu com Vicente Santini, chefe da representação do governo de São Paulo na capital federal. Tarcísio foi convidado para a posse dos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes como presidente e vice do STF, mas optou por não comparecer.

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