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Vivo sob um decreto de morte do PCC que não tem volta, diz Lincoln Gakiya, que investiga a facção há 20 anos


"O doutor Ruy sabia que existiam ordens do PCC para matá-lo", disse Gakiya, sobre o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Fontes - Dan Agostini/Getty

Marina Rossi Role,Da BBC News Brasil em São Paulo

As investigações sobre o assassinato do ex-delegado-geral do Estado Ruy Ferraz Fontes, ocorrida segunda-feira (15/09) em Praia Grande (SP), ainda não concluíram se integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) poderiam estar envolvidos na emboscada. Mas essa é uma das linhas da investigação.

Um dos principais especialistas nas ações do PCC, Fontes ganhou notoriedade durante sua atuação no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), onde investigava a facção desde o início dos anos 2000.

Atualmente, Fontes era secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, mas como delegado-geral, foi responsável, inclusive, pela detenção de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, um dos líderes da facção.

Assim como Fontes, o promotor do Ministério Público de São Paulo Lincoln Gakiya já sofreu ameaças da facção. Ambos estavam à frente da operação de transferência das lideranças do PCC, dentre elas, Marcola, para presídios federais, no início de 2019, o que despertou a fúria dos criminosos que sentenciaram algumas autoridades.

"O doutor Ruy sabia que existiam ordens do PCC para matá-lo", afirmou Gakiya à BBC News Brasil nesta quarta-feira (17/09). "Eu mesmo passei a ele duas ou três situações oriundas da Penitenciária de Presidente Venceslau [que já abrigou as maiores lideranças do PCC] para matá-lo. Ele tinha conhecimento."

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