
A acusação contra Alfredo Gaspar mobilizou o cenário político em Brasília após o deputado federal (PL-AL) anunciar que pretende apresentar queixa formal na Polícia Federal e no Conselho de Ética contra parlamentares que o acusaram publicamente.
Segundo a assessoria do parlamentar, a medida deve ser adotada na próxima segunda-feira (30), após orientação jurídica. Gaspar contesta as declarações feitas pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que solicitaram investigação do caso.
As acusações vieram à tona durante a leitura do relatório final da CPI do INSS, da qual Gaspar é relator. O documento propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas acabou sendo rejeitado após articulação política.
Defesa do deputado
Em resposta às denúncias, Alfredo Gaspar afirmou que o episódio citado pelos parlamentares não envolve sua pessoa diretamente. Segundo ele, o caso mencionado diz respeito a um primo e não a ele.
A acusação contra Alfredo Gaspar inclui a alegação de que ele teria mantido relação com uma adolescente em 2018, resultando em uma suposta filha. O deputado nega a versão e sustenta que não houve crime, além de afirmar que a mulher mencionada não é sua filha.
Versões divergentes e pedido de investigação
Lindbergh Farias e Soraya Thronicke encaminharam pedido à Polícia Federal para apuração do caso. Eles sustentam que há inconsistências na explicação apresentada por Gaspar.
Em manifestações públicas, Soraya argumentou que a cronologia apresentada reforçaria a necessidade de investigação, mencionando a idade atual da mulher e da criança citadas na denúncia.
Até o momento, não houve posicionamento adicional da senadora após o anúncio de que o deputado pretende formalizar a queixa. O caso deve ser analisado tanto pela Polícia Federal quanto pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.
