O ex-presidente da Alerj já tinha sido preso em dezembro. Bacellar foi preso nesta sexta na fase mais recente, a terceira, da Operação Unha e Carne. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
Por Mahomed Saigg, Marco Antônio Martins, TV Globo e g1 Rio
O deputado cassado Rodrigo Bacellar foi preso em casa, em Teresópolis, nesta sexta-feira (27) pela Polícia Federal, em um mandado expedido pelo STF.
Ele foi encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro.
A operação desta sexta está relacionada com a ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) - e obrigações determinadas pela sentença para a Polícia Federal em relação à investigação de grupos criminosos.
O ex-presidente da Alerj já tinha sido preso em dezembro, em uma investigação que apurava supostos vazamentos de dados de uma operação contra o Comando Vermelho.

O deputado cassado Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso em casa, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, nesta sexta-feira (27) pela Polícia Federal, em um mandado expedido pelo STF. Ele foi encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro.
Bacellar foi preso nesta sexta na fase mais recente, a terceira, da Operação Unha e Carne. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão. Segundo a PF, a operação desta sexta está relacionada com a ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) - e obrigações determinadas pela sentença para a Polícia Federal em relação à investigação de grupos criminosos.
O ex-presidente da Alerj já tinha sido preso em dezembro, na própria Unha e Carne, que apurava supostos vazamentos de dados de uma operação contra o Comando Vermelho. Ele foi solto dias depois, com medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
Esta semana, o Tribunal Superior Eleitoral determinou a cassação do mandado de Bacellar, por relação dele com o chamado escândalo da Ceperj - o mesmo que resultou na perda de mandato e inegibilidade do ex-governador Cláudio Castro.
O g1 apurou que a nova prisão foi motivada pela perda de mandato de Bacellar. Em dezembro, o STF tinha determinado que a Alerj decidiria sobre a prisão, mas como ele não é mais deputado, essa prerrogativa também caiu
A cassação do mandato do deputado estadual vai provocar uma recontagem dos votos das eleições de 2022 no Rio de Janeiro e um novo cálculo que pode mudar não só a vaga dele, mas também outras cadeiras na Assembleia Legislativa (Alerj). Essa recontagem está marcada para terça-feira (31).
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina a exclusão dos votos recebidos por Bacellar e a chamada retotalização, um procedimento que recalcula toda a distribuição das vagas com base nos votos válidos restantes.
Denunciado pela PGR
No último dia 16, a Procuradoria-Geral da República denunciou Bacellar pelo vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho. Também foram denunciados o ex-deputado estadual TH Joias, o desembargador federal Macário Neto e mais duas pessoas.
A Procuradoria-Geral da República afirma que as informações vazadas para o Poder Legislativo do estado do Rio sobre uma operação contra o Comando Vermelho vieram de um integrante do Poder Judiciário. Bacellar, é acusado de vazar informações de uma operação da Polícia Federal contra o Comando Vermelho para o principal alvo da ação: o então deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias.
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Rodrigo Bacellar — Foto: Thiago Lontra/Alerj
