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Bolsonaristas comemoram encontro de Lula e Trump nesta semana

Para bolsonaristas, encontro entre Lula e Donald Trump agora ajudará a enfraquecer discurso de que Flávio Bolsonaro seria “entreguista”


Alice Rabello

Bolsonaristas comemoraram a notícia de que o presidente Lula deve se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta semana na Casa Branca, em Washington.

A avaliação de bolsonaristas é de que a reunião entre Lula e Trump ajudará a enfraquecer o discurso de que o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seria “entreguista”.

Como revelou a coluna, o PT pretende retratar Flávio na campanha eleitoral como “corrupto” e “entreguista”, em uma alusão à proximidade da família Bolsonaro com Donald Trump.

A bandeira da soberania será um dos eixos defendidos pela campanha de Lula. Por esse motivo, petistas torcem, inclusive, que Donald Trump declare publicamente apoio a Flávio.

Do que Lula e Trump vão tratar

  • O encontro entre Lula e Trump está previsto para acontecer na quinta-feira (7/5). Na reunião, eles devem tratar sobre a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
  • “Vendo que o avanço da designação do CV e PCC como FTO (Organização Terrorista Estrangeira) pelo Departamento de Estado de Marco Rubio é inevitável, o ‘lobista de traficante’ está entrando em campo desesperado para ver se consegue interromper o processo através da sua relação com Trump“, reagiu à coluna o influenciador Paulo Figueiredo, braço direito de Eduardo Bolsonaro nos EUA.

Momento delicado

O encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos foi antecipado pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (4/5) e confirmado pelo Metrópoles.

A viagem de Lula para encontrar Trump na Casa Branca acontecerá em um momento delicado na relação entre o petista e o mandatário norte-americano.

Enquanto Trump tem priorizado uma solução para a guerra com o Irã, o presidente brasileiro segue na direção oposta e critica a atuação norte-americana no Oriente Médio.

Além disso, Lula é um crítico ferrenho do governo de Benjamin Netanyahu, enquanto Trump vê o primeiro-ministro israelense como um de seus principais aliados no conflito com o Irã.

Ao longo de seu segundo mandato na Casa Branca, Trump tornou notórias as armadilhas preparadas para lideranças estrangeiras, criando situações constrangedoras para líderes que o criticam.

Uma delas atingiu o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que se viu pressionado por Trump e por seu vice-presidente, J.D. Vance, ao recusar um acordo para encerrar a guerra com a Rússia.

Trump também pregou uma armadilha contra o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, que foi confrontado com um vídeo que apontava um suposto “genocídio branco” em seu país.

A viagem ocorre num momento em que o principal foco de tensão de Trump na América Latina – a ação dos Estados Unidos que sequestrou o ditador venezuelano Nicolás Maduro – arrefeceu.

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